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Posts Tagged ‘Sant’Agata’

Catania e Sant’Agata

Hoje, 05 de fevereiro, é dia de Santa Agata, a padroeira de Catania.
O ritual tradicional, uma procissao que recorda a dor do martìrio sofrido pela santa, é um dos maiores em toda a Italia e foi declarado pela UNESCO, Patrimonio Antropologico da Humanidade.
O documentàrio http://vimeo.com/36189168  mostra o clima que toma conta da cidade por 3 dias consecutivos, todos os anos, sem exceçao, desde o ano de 252 d.C.
 
 
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Festa de Sant’Agata

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Nao sou catolica. Nao sou “carola”, nao sou devota de nada, nem religiao definida eu tenho. Tenho, isso sim, uma fé inabalavel na humanidade, um amor incondicional pelos seres humanos no caminho da luz, do bem, da evoluçao e sou muito sensivel a manifestaçoes publicas de afeto.

Dito isso, confesso que eu me envolvi nos ultimos dias com a festa de Sant’Agata, a padroeira daqui da cidade onde moro, Catania na Sicilia e fiquei, como hà muito tempo nao ficava, completamente emocionada com a coisa toda.  Como toda grande festa tem coisa boa e coisa òtima e coisa ruim. Eu nao gosto, por exemplo, dos exagerados, dos maniacos por religiao, dos exibicionistas de plantao em nome da fe e o que me atinge realmente, como um golpe em cheio no peito, sao as manifestaçoes mais simples, os gestos mais singelos…. E tem também tanta coisa que gira em torno da historia da santa que me fez refletir muito sobre a fé.

Agata tinha quatorze anos de idade e jà tinha uma fe extraordinaria em Cristo e na grande novidade da época de que existia um sò deus. A historia toda da menina aconteceu aqui em Catania, no ano 251 d.C numa época em que a religiao oficial , imposta severamente pelo imperador romano Trajano Decio (249-251d.C), era aquela que adorava varios deuses, venere, mercurio, marte, giove, apollo… Ser “cristao” naqueles tempos de grande perseguiçao e implicancia romana nao somente era considerado um absurdo, quanto era perigoso e contra a lei do imperio. Imagine que nao tinha televisao, nem jornal, nem revista, nem livro direito e a tal historia do Judeu que veio pra salvar a humanidade, toda era repetida de boca em boca. Os ritos que falavam de corpo e sangue de cristo mostravam, pra quem nao entendia direito, a cristantade confundida com uma seita macabra. Imagine! Pois entao, a menininha, filha de pais abastados, vinda de boa familia, que podia ter tudo o que quisesse, inclusive o marido que escolhesse, cheia desse sentimento que nao se explica direito la fede, ou seja a famosa , na época de sua maioridade consagrou-se, ou melhor, decidiu dedicar a sua pureza, sua virgindade, e sua inteira vida a um tal de Cristo que, os boatos na época diziam ser um filho de Deus, ter vivido entre os homens, morrido na cruz a maneira romana usual para eliminar os piores criminosos e que pra completar a loucura avisara ainda que todos deveriam começar a despertar a sua consciencia para a nova realidade: Deus é um, assim como todos nòs.

A jovem, segundo dizem, era linda além do normal do que sao lindas as mocinhas dessa idade. Nos seus vinte e um anos, à época da consagraçao,  foi ardentemente cobiçada pelo governador da cidade – Quinziano que tentou corrompe-la de todas as maneiras. Ela nao deu a menor bola, e continuou no seu caminho, com certa liderança  junto com algumas dezenas de outros jovens e cristaos que se reuniam fora dos muros da cidade, às escondidas, para contar e recontar as lendas de cristo, para meditar, para orar, para catequizar… Ja imagina no que deu, nè? Tirania, orgulho ferido, frustraçao, abuso de poder, cobiça pelos bens da familia da jovenzinha e tanta maldade dentro do tal governadorzinho de merda o fizeram instaurar um processo para encarcerar a jovem lìder em nome da antiga lei dos romanos. Ai! A parte que se segue me faz chorar sempre. O seu martirio, que durou varios dias, Agata passou dentro de uma gelada cela subterranea  sem um quadradinho sequer de ar e luz externos, sem comer, sendo violentamente torturada fisica e moralmente…  Continuamente  foi chamada a depor diante dos juizes, foi interrogada pelo proprio Quinziano que a provocava tentando convence-la a repudiar publicamente seus ideais e a adorar os deuses pagaos no que ela respondia com muita segurança, tranquilidade, e aquela certeza que ninguem consegue explicar senao pela fé. Depois de ter apanhado muito, de ter uma mama arrancada, o corpo queimado com ferro quente e de ser “assada” nua em brasas, morreu na noite do dia 05 de fevereiro de 251.

… 😦

Tem muitas historias assim dos primeiros cristaos. Tem até piores. Tirando o romantismo das historias narradas, e alguns equivocos, a meu ver, meio masoquistas, todos tem um ponto em comum: o de nao haverem renegado aquilo que acreditavam até a morte.

Serà por isso que sao inspiraçao pra tanta gente? 

Serà por isso que sao chamados santos?

Quantos de nòs seriamos capazes de morrer por um ideal… de fé?

* Pra esclarecer: FEDE (italiano) = (portugues)

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Viva Sant’Agata

Cittadini, siamo tutti devoti tutti!!!

Sant'Agata

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