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Posts Tagged ‘Renoir’

76,200 kg

Me pesei hoje apòs o café da manha. Com apenas uma pequena mudança, em 10 dias consegui reduzir 1 quilo: 76,2kg! Me sinto satisfeita, claro, mas quero restringir ainda mais. Venho, entao, me preparando e me conscientizando de que preciso fazer um esforço maior pra atingir a minha primeira meta e quero dosar muito bem a pilula. Tenho estudado dicas de nutriçao, conceitos sobre dietas e reeducaçao alimentar. Tenho projetado uma auto-imagem de uma nova LuLu, mais magra, saudàvel e real, dentro da minha pròpria estrutura e dentro das minhas possibilidades. Quero tratar a minha auto-estima com cuidado, quero caminhar com sabedoria, pois tenho visto estòrias fortes e tristes sobre as consequencias de se reduzir peso de maneira equivocada, como anemia, anorexia, bulimia, compulsao, desespero e medo. 

Nessas buscas auto-inspiradoras sobre a beleza real, encontro imagens de modelos e atrizes atuais magras e maravilhosas e, nao vou negar que, algumas me atraem mas me identifico muito mais com as imagens das célebres obras, de vàrios autores ao longo da història da humanidade, sempre com mulheres lindas e… “normais”, é, quase nada de magreza e algumas com formas até bem cheias e bastante curvas… Detive-me na obra dos grande pintores europeus e um detalhe, além das constantes “grandes” musas, me serviu para refletir muito. 

Renoir, o grande pintor frances, apòs os 50 anos de idade começou a sofrer de artrite, que, agravada com o passar dos anos, causava-lhe grande dificuldade no uso das maos. Apesar das graves limitaçoes físicas que a artrite lhe impos, continuou trabalhando até o último dia de sua vida. Uma de suas grandes obras, que ilustro aqui, As Banhistas, encontra-se exposta no Louvre e foi terminada em 1918, quando ele tinha jà seus 77 anos de idade.

As Banhistas

As Banhistas - Renoir - 1918

Em 1917, ele recebeu a visita de um jovem pintor chamado Henri Matisse que, visivelmente interessado em estudar o trabalho do famoso pintor e transportar suas idéias sobre cor a uma nova era, passa a frequentar a casa de Renoir e, mesmo com a diferença de quase 30 anos entre eles, acaba por tornar-se seu amigo. Eu li, certa vez, que Matisse observava, tristemente, enquanto Renoir, com pincéis amarrados as maos, ou pegando uma escova apenas com as pontas dos dedos, continuava a pintar, apesar de dizer que sentia punhaladas de dor em cada movimento. Dizem, ainda, que um dia Matisse perguntou a Renoir por que ele persistia na pintura às custas de tanto sofrimento e tamanha tortura. Renoir respondeu: “A dor passa, mas a beleza permanece.

Pierre-Auguste Renoir morreu em Cagnes, no dia 3 de dezembro de 1919, aos 78 anos, reconhecido como um dos maiores pintores da França.

NOTAS MENTAIS:

Aceitar transformaçoes inevitàveis sem sofrer com o que nao posso mudar é tanta sabedoria quanto me empenhar ao màximo para atingir um objetivo.

Toda paixao carrega em si alguma dor.

Nao pretendo buscar nenhuma dor para obter a minha meta mas sei (e repito) que preciso de maior esforço.

Nao sei se o conceito de beleza nasce conosco mas, tenho certeza que, sofre muita influencia do meio.

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