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Posts Tagged ‘Mã’

A parte do leao

Aprendi desde muito cedo a apreciar a beleza, a limpeza, a verdade e a simplicidade. Beleza é importante, mas nao é fundamental, limpeza é mais… e… se foi voce quem sujou, fale a verdade. Simples, assim.

Entendi, desde menina, também, que devia respeitar os mais velhos…  e os mais fortes que eu.

Passei toda a minha infancia com um grande senso de humanidade, coletividade e justiça e me sentindo bem protegida e cuidada.

Fui muito estimulada a aprender, a crescer e a me esforçar para desfrutar o melhor de mim mesma, mas nao cultivei um espirito de competitividade.

Aprendi a ler com tres anos de idade. Das quatro operaçoes da matematica e da vida passei com distinçao e louvor. Dividir, significa multiplicar e pra somar é preciso muitas vezes, diminuir.

Consegui delimitar meu espaço, mas sò uma mijadinha aqui e outra alì nao era sempre suficiente, tive que mostrar minhas garras muitas vezes e até rugir bem alto pra me fazer valer.

Sei me defender muito bem, obrigada.

Essa é a melhor parte do quinhao que recebi do leao, ou melhor da leoa – a minha mae.

Hoje é seu dia, é feriado nacional e é dia santo porque é seu aniversàrio, claro (quem tem mae leonina, sabe… hehehehe).

Com ela, aprendi também a liçao mais importante: ser amada e amar.

Te amo muito, mã.

Feliz Aniversàrio!

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Dádiva

mamaemsn_marzo_2009-005d

Eu queria poder estender a mao e te tocar, .

Nos seus cabelos grisalhos macios e cheirosos, te fazer cafuné.

Eu seria presente … hoje.

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Marcelino Pao e Vinho – Espanha, Itália, 1955

(Marcelino pan y vino / Marcellino pane e vino / The Miracle of Marcelino)Dal romanzo di José María Sanchez Silva

MarcelinoMarcelino é um orfao abandonado, ainda recem nascido, na porta de um mosteiro e criado por 12 frades franciscanos. Certo dia, quando tinha cinco anos, ele descobre uma imagem de madeira de Jesus crucificado no sotao do mosteiro e oferece ao homem da imagem um pedaço de pao e um pouco de vinho que aceita a oferta e passa a conversar com o menino. É o início de uma grande amizade cheia de dramas e o filme arranca làgrimas até o fim. No final, assim como eu, a maioria das pessoas sai muito emocionada do cinema, seduzida  pelos cliches melodramáticos da história concebida pelo escritor espanhol José María Sánchez Silva.

O filme espanhol foi lançado simultaneamente na Italia e obteve grande sucesso por aqui, onde foi amplamente divulgado, distribuido e teve ainda uma nova versao dirigida por Luigi Comencini em 1991. A ediçao que assiti no Cine Brasilia  era a original de Ladislao Vajda dublada em italiano, com musica tema cantada também em italiano por Gigliola Cinquetti  e ficou impressa assim em mim, tanto que, por muitos anos, achei que o filme fosse italiano. O menininho Pablito Calvo (que tinha apenas 5 anos quando encarnou o personagem-título) foi premiado em Cannes, no ano do lançamento do filme e o filme também muito aplaudido no Festival de Cannes, onde recebeu uma Mençao Honrosa, foi ainda  vencedor  do Urso de Prata no Festival de Berlim.

 Apesar de ter sido rodado em 1955, Marcelino Pao e Vinho voltou a estar em cartaz nos cinemas brasileiros entre o final dos anos sessenta e começo dos anos setenta, sendo um grande sucesso de bilheteria. Minha mae propos que eu assitisse com ela, sem minhas irmas que eram muito pequenas, o que seria o meu primeiro filme “adulto”. Eu me lembro que nem eu tinha a idade indicada pelo orgao de censura da época. Censura era coisa séria, sabe? Eu devia ter uns 10 anos e a censura exigia idade minima de 12 anos. Minha mae, que jà tinha visto o filme, achou que nao tinha nada demais que eu era madura o suficiente mas, sò pra garantir, fui assistir ao filme com um sapatinho de salto anabella, pra ficar mais alta do que eu ja era, vestida  com um conjunto (de minha mae) de lan, saia e blusa, com os cabelos penteados  num coque e de batom pra eu parecer mais velha. A emoçao do filme começou jà ali. Além da historia que se passava na tela, a travessura, aquela pequena transgressao, a deliciosa cumplicidade e emoçao divididas com minha mae é que fizeram dele o filme da minha vida.

 

cinema1Este post faz parte da blogagem coletiva O Filme da Minha Vida  proposto pelo blog Fio de Ariadne, da mesma Vanessa querida que criou a blogagem sobre O Livro da Minha Vida que eu também participei.

Se voce quiser viajar pelo maravilhoso mundo do cinema, clique no selo ao lado e veja todo tipo de emoçao que a pelicola nos traz contada por pessoas muito especiais.

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Nada de imitar seja lá quem for. … Temos de ser nós mesmos … Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir.

– Monteiro Lobato – Carta a Godofredo Rangel, SP, 15/11/1904

 

Assim como o menino José Bento Renato Monteiro Lobato eu também fui alfabetizada por minha mae, que nao é Olìmpia Augusta mas é Conceiçao Augusta – mais conhecida como Dona Conceiçona.  

cartilha_DAVIMinha mae, formada em pedagogia e administraçao ensinava a quem quisesse ler. Ensinou a mim e as minhas irmas, bem antes de entrarmos na escola, entre jogos e brincadeiras, gibis e lapis de cor, papeizinhos com letrinhas desenhadas a mao e uma cartilha de alfabetizaçao:  Davi, meu amiguinho.

Entao, aos 3 anos de idade eu jà sabia ler e escrever… e nao parei mais.

Li sempre muito e tudo. O tempo inteiro. Graças ao grande incentivo de minha mae, que me permitia ler historias em quadrinhos do seu grande acervo e coleçao pessoal que contem obras unicas como a revistinha numero UM de Monica e Cebolinha, de LuLuzinha, de Flash Gordon, de Mortadelo e Salaminho, além de obras completas de Mafalda, Calvin, Moebus… Me lembro que ela acreditava que uma criança, ao contrario do que se dizia, poderia adquirir ainda maior gosto pela leitura através dos gibis e nunca nos impediu de ler, fosse o que fosse. E de fato eu lia e continuo a ler de tudo um pouco, dos classicos aos cartoons de jornal. Desde que eu leia.

negrinhaMeu primeiro contato com o Senhor Monteiro Lobato foi através do Jeca Tatu, e até hoje, ao contrario dos mais amados e conhecidos personagens do Sitio, o matuto simplorio e inteligente é o meu preferido. Talvez porque o Jeca fosse o alter-ego do proprio autor, sei là. 

Da sua literatura mais adulta depois de Idéias de Jeca Tatu e Urupes – sempre em torno ao Jeca – as maiores emoçoes eu vivi ao ler Negrinha. Com seus contos de uma narrativa urbana incrivel, com dramas, romances e tragedias, tao fortes e cheios de verdades um outro Lobato se faz conhecer. Mais atormentado, mais carnal, um humor irreverente sempre presente. Eu recomendo.

Uma pequena curiosidade que me aproxima do mestre Lobato. Que ele foi escritor, enxadrista, industrial do petròleo, pintor, pai da Emilia – boneca mais ilustre do Brasil, quase todo mundo sabe, mas o que poucos sabem é que uma de suas maiores paixoes foi a fotografia. Poisé e dizem que era dos bons. Registrava instantaneos da família com uma camera Kodak que ganhou de presente. Depois, com uma Rolleyflex a tiracolo, passava horas seguidas capturando trechos de paisagens e momentos do quotidiano.  Assim como eu, Lobato gostava de se expressar e de registrar os flagrantes da emoçao e da vida e por isso nao desgrudava da sua màquina. 🙂

Parece estranho falar nisso justo aqui, no meio do tema sobre os livros, mas é que eu realmente acredito que nada é por acaso e que de verdade a mensagem que quero passar é essa: a expressao da vida começa na leitura e termina sabe-se là onde, no infinito do universo.

 

 

lobato1Esse post faz parte da blogagem coletiva Quem Foi Seu Monteiro Lobato? Criado pelo blog da Vanessa – Fio de Ariadne. Se voce quiser conhecer mais pessoas que participaram e mais historias interessantes clique no selo e viaje nesse mundo maravilhoso da leitura.

E viva o Dia Nacional do Livro Infantil! 

E viva MONTEIRO LOBATO!!

VIVA!!

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Mã?

Quero te agradecer muitoooo, porque eu tenho muito a agradecer a voce que é uma das pessoas mais lindas da minha vida, que eu amo apaixonadamente,  que eu tenho orgulho e que me aguenta, nem sei como, hà quase quarenta anos, e que mesmo quando eu to com a macaca-virada-no-teteu-de-tao-chata voce ainda me pega no colo e me chama de “pholinha de figo” e “filhim da “.   🙂

Mae é mae, né? Sò ela, mesmo.

Ainda quero agradecer a minha mae de novo por ter me dado a vida e me ensinado a viver, a comer, a falar, a andar, a correr, a ler, a escrever, a escovar os dentes, a tomar banho, a cuidar de mim, a cozinhar, a lavar, a arrumar, a costurar, a bordar, a tricotar, a crochezar, a desenhar, a ouvir, a cantar, a dançar… E ela ainda continua me ensinando.

E por fim, agradeço a minha mae outra vez, porque ela é minha e eu posso agradecer cento-e-cinquenta-e-dez vezes ou até o mundo acabar que ainda nao vai ser o suficiente pra expressar toda a emoçao e gratidao que eu sinto a cada gesto seu, cada palavra sua, a cada vez que ela me liga, cada vez que nos falamos no messenger, ou quando ela, no maior sacrificio, me manda um pacote que demora um século pra chegar, cheio de coisinhas gostosas de comer, ou roupinhas que eu nao pude trazer, sapatos que deixei pra tras, livros (chegou, viu?), penduricalhos, coisitas de todo o genero, e sempre com muito amor, com bilhetinhos, com desenhos, com paciencia, com carinho, mais amor de novo… e dà-lhe amor!

Grazie, mã!!! TE AMO! MUITO!

O bom disso tudo é que todo esse amor que sentimos ressoa no universo inteiro.

Sentiu aì? 😉

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Essa semana estou completando um ano de Italia! Resolvi contar um pouco do que foi esse primeiro periodo aqui. Quero mostrar alguma coisa do que vi, do que ouvi, do que li… do que vivi.

Começo, entao, com a retrospectiva das cidades que visitei. Um pedacinho de cada lugar, mais ou menos uma por mes, sò pra dar um gostinho. Se quiser saber mais sobre alguma delas me pergunta que eu conto mais depois, ok?

Torre de BelémLISBOA – Nos casamos no comecinho de fevereiro e viajamos em seguida de lua-de-mel para Lisboa.  Tava um frio desgraçado e eu sofri, viu? Mas passamos momentos deliciosos e foi tao gostoso passear pela cidade e conhecer um pouco dos antepassados do meu paìs. O mais engraçado era estar na Europa e falar portugues! Hehehehe… Nossa lingua é realmente uma boa mae. Graças a ela me sentia confortavel e segura no primeiro contato com o mundo novo.

Catedral de Catania

Catedral de Catania

CATANIA – A cidade que me acolheu. A terra do marido Ernesto, na ilha, na Sicilia. Um lugar especial que tem sua vida marcada por terremotos e erupçoes do vulcao Etna… E’, eu tenho um vulcao como vizinho… Mas nao é ele que me mete medo, e sim o frio. Tà, sou muito friorenta  e ainda peguei, de cara, uma sinusite e uma conjuntivite, duas chatices que me obrigaram a ficar mais quietinha e ir me adaptando aos poucos. O primeiro dia de sol e consequentemente de liberdade foi em março e aproveitamos para um passeio no centro historico.

Paisagem de Agira

Paisagem de Agira

AGIRA – Em abril o marido Ernesto começa a trabalhar numa cidade da regiao central da Sicilia. Fizemos, entao nossa primeira viagenzinha com o objetivo de mapear as estradas de acesso e conhecer o posto onde ele trabalharia de guardia médica. A cidadezinha, tipica de regiao de montanha,  pequenininha, acolhedora e simpatica nos brindou jà desde a estrada com uma paisagem de inicio de primavera, prados verdes e muitas flores. Parecia uma pintura! Uma beleza!

Castelo de Sperlinga

Castelo de Sperlinga

SPERLINGA – Em junho fomos conhecer Sperlinga que é uma comuna italiana da regiao central da Sicília, província de Enna, com cerca de 963 habitantes. Pequeninissima estende-se por uma área de 58 km2. (Fonte: Wikipedia). Sua maior atraçao è um raro exemplo de castelo rupestre, em parte escavado na rocha, provavelmente no periodo anterior aos Siculos (povos originarios da Sicilia, pre-greos – XII-VIII seculo a.C.), em parte costruido sobre a mesma rocha, entorno ao ano 1000. E’ um castelo muitissimo bem conservado, dentre os que eu jà vi, um dos mais  preservados e ainda foi totalmente restaurado hà uns 20 anos atràs. De cima do castelo temos a visao panoramica de 360° do centro da ilha. De tirar o folego!

Mosaicos em Villa del Casale

Mosaicos em Villa del Casale

ENNA  – Em julho, jà em pleno verao, fizemos muitas viagens. A maior parte dos passeios foi na Sicilia central,  com seus castelos,  torres e sitios arqueologicos diversos. Num fim de semana aproveitamos e visitamos, no centro da cidade de Enna a Torre de Federico, o Castelo di Lombardia e depois pegamos a estrada e fomos conhecer ainda o internacionalmente famoso sitio arqueologico de Piazza Armerina , a Villa del Casale, com os mais bem preservados exemplares de mosaicos romanos (do IV seculo d.C.), distribuidos numa àrea de mais de 3.500 m2., reconhecidos como patrimonio historico da humanidade pela Unesco.

Roccalumera e a bòia rosa

Roccalumera e a bòia rosa

PRAIAS – Em julho, ainda, o calor pega! Mas dessa vez, ao contrario do frio, nao tive nada do que reclamar, foi sò alegria! A bola da vez foram as praias. Como estamos numa ilha, voces podem imaginar, o que nao falta é litoral pra conhecer. Teve Marina di Cottone, Letojanni, Santa Maria La Scala, Giardini Naxos, Roccalumera, Brucoli… Sò pra citar a parte oriental da ilha. Teve passeio de uma manha, de um dia inteiro, de fim de semana, de alguns dias, com amigos, com a familia e ao meu lado o marido Ernesto….  além da minha bòia rosa. E’, eu me aventuro em qualquer aguinha, pocinho, lago, rio, mar ou até poça de chuva… mas sempre com minha fiel companheira.  Se eu sei nadar? Sei, mas me apeguei a essa amiga inflavel num periodo dificil da minha vida e hoje, mesmo nao precisando mais dela, nao abro mao do conforto e da alegria que ela me proporciona. Ah! Jà aviso logo: nao dou, nao vendo e nao empresto!

Bom, por hoje paro por aqui. Amanha mudo o tema e continuo com a retrospectiva  falando das coisas que eu li nesse ultimo ano. Lembrando que amanha é dia da blogagem coletiva proposta pelo blog Fio de Ariadne e o tema é O livro da minha vida, ao invés de contar sobre o livro que marcou a minha “antiga” vida, resolvi falar dos livros representativos desse periodo da minha “nova” vida… desse admiravel mundo novo da LuLu.

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Laconica

Nao tenho muito a dizer, hoje, a nao ser que eu passei umas quatro horas na webcam do messenger com minha mae no Brasil fofocando, rindo, tagarelando, contando causos, lendo poesias, dividindo a vida e eu to me sentindo tao leve, mas tao leve, que acho que eu posso voar e nao quero ficar aqui escrevendo pra nao desperdiçar nem um minutinho dessa sensaçao com nada, entao vou ficar bem ali, assim, flutuando, sem muito dizer.

Beijo. Ciao.

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