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Archive for the ‘Viagens’ Category

Essa semana fui com o marido Ernesto fazer uma noite de plantao no posto de saùde de uma cidadezinha minuscula (3.767 hab.), chamada Gagliano Castelferrato.

A experiencia foi muito interessante, por estar ao seu lado, lhe fazer companhia no trabalho, além de me render sempre fotos incrìveis pois a regiao central da Sicìlia tem municìpios lindìssimos localizados a grandes altitudes, com vales verdes, castelos e uma visao privilegiada do vulcao Etna.

Gagliano Castelferrato - Foto By LuLu na Italia

Vou de novo nesse fim de semana acompanhà-lo num plantao de 36 horas. Depois eu volto pra contar como foi.

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Foto By Marido Ernesto

Recomeça…
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

– Miguel Torga –

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10… 9…

Atualizar correspondência, organizar favoritos do laptop, fazer backups, separar cd’s, dvd’s, Levar maquina fotográfica na manutenção, separar fotos, imprimir, arrumar na mala.

Abrir caixas, rever presentes de casamento guardados, rever livros, separar, definir quais levar, limpar, doar, embalar, arrumar na mala.

Esvaziar gavetas e armários, experimentar roupas, separar, doar as que não servem mais, comprar tecido, botão, zíper, aviamentos, levar na costureira, definir modelos, desenhar, consertar, trocar botões, fazer bainhas, soltar costuras, lavar, passar, dobrar, arrumar na mala.

Rever sapatos, lavar, definir quais levar, doar, reformar, ajustar, arrumar na mala.

Buscar documentos novos já com o nome de casada, separar  históricos escolares, certificados, diplomas, levar no tradutor juramentado e traduzir pro Italiano.

Comprar polvilho, farinha de mandioca, fubá,  fermento em pó Royal, gelatina solúvel, Nesquik de morango, sucos em pó, goiabada, castanha de cajú, castanha do pará, feijão preto, lembrancinhas, Naridrin e Maracugina.

Comprar mala nova.

Pesar malas.

Notas Mentais:

Vai dar, eu sei que vai.

É incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.

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Desde que cheguei nao paro de pensar na Italia. Aliás, desde que saí de lá. Quando fui, foi a mesma coisa. Nao parava de pensar no Brasil. Será que algum dia esse pendulo se estabiliza? To me sentindo meio tonta com isso.

Amigo é coisa.. viu? Mas.. Que coisa! Que coisa boa!

Se abraço valesse dinheiro, eu tava rica.

O teclado tem TILLL!!!! Mas eu vivo esquecendo de usar.. hahahaha… 

Namorar o marido Ernesto virtualmente é uma mer**!

Sao 3 horas da manha e eu to aqui acordadona! Hoje já é dia 19 e só agora me toquei! Feliz Aniversário piminha!!!

Tô deslumbrada do quanto as pessoas sao simpáticas! Voce tem noção disso?! Todo mundo ri, aqui! Da caixa da padaria ao cara da bomba do posto de gasolina (como é que se chama essa profissão, hein? Esqueci…)

Tava colocando gasolina no carro da mamãe pra gente sair pra fazer umas comprinhas e na hora de ir embora eu agradeço ao atendente: buon lavoro! Hehehehehe.. To assim, misturando tudo com todo mundo.

Que estranho que foi o primeiro dia quando todo mundo só falava português à minha volta. Rádio, TV, placas.. TUDO! Pirei!

Já vou melhorando, mas ainda estranho cama, travesseiro, erro ruas, perco o sono, nao sinto fome… Ai,ai. Ainda to doidinha, doidinha… Ou pior… Como diz um amigo querido: mulher nao endoida… piora.

Adaptação ao fuso horário… Redaptação ao portugues… Readaptaçao ao teclado com TIL! Ops..esqueci de novo.. hehehehehe..

🙂

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Partida

Etna - Foto By LuLu na Italia

Etna - Foto By LuLu na Italia ©

Partí.

É tanta emoção junta que eu ainda me sinto meio anestesiada.  Os lugares, tantas vezes percorridos, são familiares, as pessoas falam português o tempo inteiro à minha volta e… ainda assim, eu continuo me sentindo um estrangeiro numa terra estranha.

Nenhuma lágrima tem sido poupada. De longe, sou a melhor chorona que eu conheço. O lado bom é que fazia tempo que eu não me sentia tão competente em alguma coisa.

A sensação do abraço (o primeiro de muitos) que recebi da minha sobrinha Brunequinha no aeroporto de Brasília ainda está gravado na pele. Assim como ainda trago na retina a imagem do rosto cheio de lágrimas do marido Ernesto no aeroporto em Catania. Realidade estranha, aliás, mesmo que temporariamente, é a do marido lá, eu aqui, e um ribeirão passando no meio… Ou melhor, um oceano.

 

Nota mental: Nada nos pertence, essa é uma grande descoberta, além de que a separação é uma ilusão.  Finalmente consegui perceber essas verdades na alma, mas…  porque será que ainda me dói tanto?

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Vai!

Estreito de Messina - By LuLu na Italia ©

Estreito de Messina - By LuLu na Italia ©

Vá o mais longe que você puder ver.

Quando você chegar lá, vai poder ver mais longe ainda.

(autor desconhecido)

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Pietà

No ultimo dia 21 de abril Brasilia completou 49 anos…

… e Roma completou 2.762 anos.

Ambas nasceram no mesmo dia. Sò agora eu entendi o porque do presente que o governo italiano deu a minha cidade: a còpia da estàtua de Romulo e Remo sendo amamentados por uma loba, simbolo da fundaçao de Roma,  que fica na frente do Palacio do Buriti. 

Sao muitos laços que unem as duas grandes cidades.

Pra iniciar o post, a foto da Pietà de Michelangelo tirada por mim, no Vaticano.

Pra encerrar, a foto da Pietà de Michelangelo, em Brasilia, a còpia que fica na Catedral. Credito da foto de Brasilia: Francisco Aragao

pieta_brasilia

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Continuando a retrospectiva do ultimo ano…

Mamae_ErnestoOGNINA – No finzinho de agosto minha mae veio do Brasil me visitar. Nem preciso dizer que foram tantas emoçoes, nè? Ela pirou o cabeçao de tanto que curtiu o velho mundo. Mal peguei mamae no aeroporto e jà fomos dar um passeio pela orla, na cidadezinha de Ognina. De cara ela ficou impressionada com a linda e maravilhosa cor azul do mar Mediterraneo.  E’ mesmo de babar, viu? Pra quem no Brasil morava a mais de 1.500 Km de distancia do mar, morar numa ilha e pertinho do litoral jà é um deslumbre. E sabemos bem aproveitar esse privilégio.

Familia_EtnaETNA – Minha mae é uma senhora, jà beeeem senhora que apesar dos cabelos brancos, que ela insiste em nao pintar, é bastante enxuta e fortona para os seus 75 anos maravilhosamente vividos. A véia (como eu carinhosamente a chamo) além de vir conferir o mundo novo da filhinha e abençoar o nosso lar, tinha um grande sonho para realizar aqui: conhecer o vulcao Etna – meu vizinho. No telefone antes de vir ela sò falava nisso. Jà tinha virado até piada que na verdade ela nao tava nem aì pra mim, que o que queria mesmo era ver o tal vulcao! Hehehehe! E tinha que ver lava! O passeio de subida é sempre maravilhoso, mesmo que jà tenha feito varias vezes. Meus sogros foram junto pra prestigiar o momento e depois almoçamos no restaurante tradicional que fica bem na base do vulcao. Minha mae adorou, mas jà soltou esses dias ao telefone que da proxima vez que vier tem que ver o Etna de novo, sò que com neve! 🙂

AcicastelloCASTELOS– Como boa rainha que é mamae teve todos os seus sonhos e desejos devidamente   satisfeitos  e ainda de Castello di Lombardiaquebra conheceu mais ruinas historicas e alguns castelos pra depois poder contar pra sua netinha (minha sobrinha Brunequinha) que é uma princesa. Visitamos Acicastelo e seu Castello Normanno, depois fomos visitar o Castello Ursino que fica no centrinho de Catania e por ultimo viajamos pra conhecer o Castello di Lombardia em Enna.

Fontana di TreviROMA – No meu aniversario, em setembro, minha mae me presenteou com uma viagem à Roma e, entao, fomos nos tres passar uma semana na internacionalmente  conhecida como “A Cidade Eterna”. Foi delicioso rever alguns dos pontos turisticos mais famosos do mundo junto com ela. Até porque nao cansa nunca (re)visitar  a Fontana di Trevi, a Piazza di Spagna, o Pantheon, Coliseuo rio Tevere, o Colosseu, o Forum Romano, o Arco di Constantino, o museu do Vaticano, a Piazza San Pietro, a Capela Sistina, a Bocca della Verità, a Piazza Navona, a Via Condotti, a Piazza Italia, a Ilha Tiberina, os aquedutos, o Castello di Sant’Angelo, a Via Appia, as termas, a Santa Scala, o Palacio Imperial, as igrejas, as fontes, as praças, os obeliscos …

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Essa semana estou completando um ano de Italia! Resolvi contar um pouco do que foi esse primeiro periodo aqui. Quero mostrar alguma coisa do que vi, do que ouvi, do que li… do que vivi.

Começo, entao, com a retrospectiva das cidades que visitei. Um pedacinho de cada lugar, mais ou menos uma por mes, sò pra dar um gostinho. Se quiser saber mais sobre alguma delas me pergunta que eu conto mais depois, ok?

Torre de BelémLISBOA – Nos casamos no comecinho de fevereiro e viajamos em seguida de lua-de-mel para Lisboa.  Tava um frio desgraçado e eu sofri, viu? Mas passamos momentos deliciosos e foi tao gostoso passear pela cidade e conhecer um pouco dos antepassados do meu paìs. O mais engraçado era estar na Europa e falar portugues! Hehehehe… Nossa lingua é realmente uma boa mae. Graças a ela me sentia confortavel e segura no primeiro contato com o mundo novo.

Catedral de Catania

Catedral de Catania

CATANIA – A cidade que me acolheu. A terra do marido Ernesto, na ilha, na Sicilia. Um lugar especial que tem sua vida marcada por terremotos e erupçoes do vulcao Etna… E’, eu tenho um vulcao como vizinho… Mas nao é ele que me mete medo, e sim o frio. Tà, sou muito friorenta  e ainda peguei, de cara, uma sinusite e uma conjuntivite, duas chatices que me obrigaram a ficar mais quietinha e ir me adaptando aos poucos. O primeiro dia de sol e consequentemente de liberdade foi em março e aproveitamos para um passeio no centro historico.

Paisagem de Agira

Paisagem de Agira

AGIRA – Em abril o marido Ernesto começa a trabalhar numa cidade da regiao central da Sicilia. Fizemos, entao nossa primeira viagenzinha com o objetivo de mapear as estradas de acesso e conhecer o posto onde ele trabalharia de guardia médica. A cidadezinha, tipica de regiao de montanha,  pequenininha, acolhedora e simpatica nos brindou jà desde a estrada com uma paisagem de inicio de primavera, prados verdes e muitas flores. Parecia uma pintura! Uma beleza!

Castelo de Sperlinga

Castelo de Sperlinga

SPERLINGA – Em junho fomos conhecer Sperlinga que é uma comuna italiana da regiao central da Sicília, província de Enna, com cerca de 963 habitantes. Pequeninissima estende-se por uma área de 58 km2. (Fonte: Wikipedia). Sua maior atraçao è um raro exemplo de castelo rupestre, em parte escavado na rocha, provavelmente no periodo anterior aos Siculos (povos originarios da Sicilia, pre-greos – XII-VIII seculo a.C.), em parte costruido sobre a mesma rocha, entorno ao ano 1000. E’ um castelo muitissimo bem conservado, dentre os que eu jà vi, um dos mais  preservados e ainda foi totalmente restaurado hà uns 20 anos atràs. De cima do castelo temos a visao panoramica de 360° do centro da ilha. De tirar o folego!

Mosaicos em Villa del Casale

Mosaicos em Villa del Casale

ENNA  – Em julho, jà em pleno verao, fizemos muitas viagens. A maior parte dos passeios foi na Sicilia central,  com seus castelos,  torres e sitios arqueologicos diversos. Num fim de semana aproveitamos e visitamos, no centro da cidade de Enna a Torre de Federico, o Castelo di Lombardia e depois pegamos a estrada e fomos conhecer ainda o internacionalmente famoso sitio arqueologico de Piazza Armerina , a Villa del Casale, com os mais bem preservados exemplares de mosaicos romanos (do IV seculo d.C.), distribuidos numa àrea de mais de 3.500 m2., reconhecidos como patrimonio historico da humanidade pela Unesco.

Roccalumera e a bòia rosa

Roccalumera e a bòia rosa

PRAIAS – Em julho, ainda, o calor pega! Mas dessa vez, ao contrario do frio, nao tive nada do que reclamar, foi sò alegria! A bola da vez foram as praias. Como estamos numa ilha, voces podem imaginar, o que nao falta é litoral pra conhecer. Teve Marina di Cottone, Letojanni, Santa Maria La Scala, Giardini Naxos, Roccalumera, Brucoli… Sò pra citar a parte oriental da ilha. Teve passeio de uma manha, de um dia inteiro, de fim de semana, de alguns dias, com amigos, com a familia e ao meu lado o marido Ernesto….  além da minha bòia rosa. E’, eu me aventuro em qualquer aguinha, pocinho, lago, rio, mar ou até poça de chuva… mas sempre com minha fiel companheira.  Se eu sei nadar? Sei, mas me apeguei a essa amiga inflavel num periodo dificil da minha vida e hoje, mesmo nao precisando mais dela, nao abro mao do conforto e da alegria que ela me proporciona. Ah! Jà aviso logo: nao dou, nao vendo e nao empresto!

Bom, por hoje paro por aqui. Amanha mudo o tema e continuo com a retrospectiva  falando das coisas que eu li nesse ultimo ano. Lembrando que amanha é dia da blogagem coletiva proposta pelo blog Fio de Ariadne e o tema é O livro da minha vida, ao invés de contar sobre o livro que marcou a minha “antiga” vida, resolvi falar dos livros representativos desse periodo da minha “nova” vida… desse admiravel mundo novo da LuLu.

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Feliz…

… dia de Sao Valentim!!!

Fui ali comemorar em Taormina… e jà volto!

Beijo.Ciao.

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Realizando sonhos

Domingo vi neve pela primeira vez e foi um dos dias mais emocionantes da minha vida. Aliàs, nesses ultimos dois anos, é bem dificil dizer um dia que nao tenha alguma emoçao. Sabe passeio de bugue nas dunas do nordeste brasileiro, quando o motorista, com cara de sàdico, pergunta na crista da duna: com ou sem emoçao? Poisé, aqui nao tem a opçao “sem”. A começar pelo dia do nosso casamento, por exemplo, que teve tanta coisa memoràvel, mas eu juro de pé junto que eu nunca tinha sonhado em me casar com um italiano,  muito menos em vir morar num outro paìs, entao foi tudo surpresa, emoçao, mas nao foi realizaçao. Jà com a neve eu sonho hà anos!!… Ai!.. Meu coraçao jà começou a acelerar sò de lembrar.

Pra eu me sentir verdadeiramente realizada com algum sonho nao é coisa fàcil, sabe? Sou uma virginiana tipica, critica, xexelenta, manipuladora, exigente, cheia de nuances, detalhezinhos e particulares bem dificeis de atingir, o que me faz quase sempre me frustrar com alguma coisa, portanto quando eu classifico um dia como “dia de sonho” acho que dà pra voce imaginar o quao perfeito deva ter sido. E foi.

Do momento em que acordamos e vimos um céu milagrosamente azul, depois de dias de MUITA chuva, o que nos possibilitaria subir a estrada para a montanha do vulcao Etna, a minha intuiçao jà me dizia: ah LuLu, hoje voce vai ver neve!

Dia lindo, entao decidimos pegar a estrada. Vesti tantas camadas de roupas quanto um esquimò, acho. Sò de meias foram quatro: uma meia calça de lã normal, uma meia calça de lã grossa, uma meia calça especial para inverno rigoroso que minha mae mandou do Brasil e por cima de tudo um meião de la até o joelho. Teve ainda o Jeans e o coturno, e na parte de cima mais umas tres camadas além de um pulover e pra finalizar um casaco especial para o inverno. Na cabeça um gorro de lã que cobria as orelhas, por cima um outro impermeavel e tinha também o capuz do casaco. Ah!.. E de acessorios foram também duas luvas, uma normal de lan por baixo, uma especial pra neve por cima e dois cachecòis. Pronto.

Na estrada, de fora do carro se percebia o vento frio. O céu, que da janela de casa parecia todo limpo, começou a formar umas nuvens pretas e a embaçar com a neblina, à medida que subìamos a montanha. O marido Ernesto tinha imaginado jà que nao daria pra atingir o pézinho do vulcao bem no alto, entao a idéia era subir o màximo que desse,  e assim fomos. A uma certa altura, com o mal tempo, a fila de carros que ia à nossa frente começou a fazer o retorno e nòs, sem nos dizermos nada, nos olhamos e decidimos continuar mais um pouco. Iamos a uns 40km por hora de tanta neblina e, aquela altura, quase jà nao dava pra ver mais nada. Dos dois lados do caminho tinha vestigios de neve do dia anterior, mas nao nevava. Chegamos até onde a policia fazia uma barreira, porque seria perigoso prosseguir, e alì mesmo estacionamos.

Eramos os unicos. Até entao, com a visibilidade baixa, todos estavam voltando. O que fazer? Iriamos descer do carro, ver a neve em volta da estrada, fazer fotos e ir embora…? Nao podia ser!  Ficamos uns minutos parados, com a respiraçao curta, olhando a paisagem em volta. Nao dissemos nada, nem nos movemos, sem saber o que fazer. Eu nao sei explicar o porque, mas sentia que nao tinha acabado alì, e…  entao… caiu… o primeiro floco de neve.

O resto?… O resto é història.

Neve

To chorando agora, como chorei no dia.

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INVERNO

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PRIMAVERA

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VERAO

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OUTONO

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Comecei a falar de Roma, ontem, e deu vontade de falar mais.

Roma é a cidade capital da Italia, localizada na parte central da bota, na regiao do Lazio. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada em 753 a.C. (data convencionada) por Romulo e Remo, dois irmaos criados por uma loba, que sao atualmente símbolos da cidade. Outro dia conto essa història dos irmaos. Entao, desde o sec VIII a.C. tornou-se no centro da Roma Antiga – depois do Reino de Roma, da República Romana e do Império Romano – e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, do Reino de Itália e, por fim, da República Italiana. Seu “apelido”, ou seja, como é chamada internacionalmente é: A Cidade Eterna, imagino que seja por toda a sua história milenar. Me lembrei hoje das aulas de història do Pio XII, com a professora Aparecida (que Deus a tenha) citando repetidamente, quase que cantando, as famosas sete colinas que compoe o seu centro histórico: Palatino, Aventino, Esquilino, Quirinale, Viminale, Campidoglio e Celio. Os nomes sao os originais italianos, mas tem adaptaçoes de cada lingua. Custei a lembrar todos, sempre faltava um, aì, fui conferir na Wikipédia. Acabei achando uma espetacular imagem de Roma, vista de um satélite.

Wikipedia

Foto: Wikipedia

Roma espalha-se pelas margens rio Tibre, ou Tevere em Italiano. Esse grande e central traço azul que se ve na foto. O Tibre é o terceiro rio mais longo da Itália, depois do rio Pò e do Adige. Nasce na Toscana, atravessa a Umbria, depois o Lazio e desagua no Mar Tirreno. Nao é por acaso que a cidade abraça o rio, desde a fundaçao de Roma, segundo o que li, o Tibre sempre foi a alma da cidade. fazia parte do dia-a-dia, do comercio, do transporte, da vida como um todo. Todas as colonias pré-romanas que convergiram à Roma històrica estavam nas proximidades do Tibre, com um interessante detalhe: porque o rio sempre foi sujeito a inundaçoes fortìssimas e imprevistas, os cidadaos nunca puderam estabelecer-se muito proximos de suas margens. A parte mais segura corresponde a regiao proxima a Ilha Tiberina, e de fato é onde foi construìda a primeira ponte de Roma (Ponte Sublicio) e o Forum Romano, o centro nervoso da grande cidade.

Durante séculos a cidade sujeitou-se aos caprichos do Tibre, até que em 29 de dezembro de 1870 uma catastròfica inundaçao, que chegou a atingir mais de 17 metros além do nivel normal do rio (as aguas chegaram até a Piazza di Spagna!!), foi literalmente a “gota dàgua” para a construçao de um sistema de defesa da cidade contra a furia de seu rio. Depois de muita polemica e muitos anos pra escolher um projeto que fosse considerado definitivo, pois envolveria, desvios de se curso, elevaçao de margens, demoliçao de prédios e soterramento de vias històricas. Depois ainda de 50 anos de obras, assim, nasceram as famosas muralhas do Tevere. Muita coisa se perdeu durante e depois da construçao concluìda. Dizem que a cidade perdeu, literalmente, o contato com seu rio.

Talvez por isso hoje exista um projeto, lindo, que acontece no verao ao longo do Tibre, ao nivel da àgua e nao sobre a murada, com mais de um quilometro de barraquinhas com artesanato, restaurantes, bares, espaços de bem estar, exposiçoes de fotografia e arte, festivais de musica e de cinema, vindos de toda a Italia e de outros paises da Europa também. Foi là que passei meu aniversàrio desse ano. Minha mae veio do Brasil e passamos, ela, Ernesto e eu uma semana em Roma. Curtimos a programaçao do Tibre no entardecer e à noite jantamos num restaurante delicioso, à beirinha do rio, na Ilha Tiberina, là mesmo, onde toda essa estòria começou. Caminhando pelas margens fiz uma foto. O sol tinha acabado de se por, tinha pouca luz e a minha digitalzinha tà longe de ser uma Brastemp, mas eu queria registrar a lua sobre o Tevere pra guardar de presente aquele rio grandioso que contribuiu para um dia muito especial.

Foto By LuLu na Italia ©

Foto By LuLu na Italia ©

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Tudo dominado

Hoje um programa muito interessante chamado Atlantide exibiu um documentàrio mostrando as construçoes que existem sob a cidade de Londres e no meio da matéria abordou a origem Romana da grande metropole. Pois é, nem eu sabia mas a cidade que iniciou a grande capital inglesa de hoje, foi fundada, sim, pelos Romanos às margens do rio Tâmisa, em 43 d.C. e se chamava Londinium. Pensei cà comigo: Esses Romanos estao em todas! Comecei, entao, a pesquisar sobre o império Romano e encontrei essa animaçao que mostra a evoluçao da dominaçao por todas as terras que margeiam o Mar Mediterraneo. E’ absolutamente impressionante. Imagine que naçoes inteiras como Espanha, Portugal, Inglaterra, Egito… eram TUDO Roma! Se lembrarmos ainda que o mundo ocidental mercantilista, produtivo, quase todo se resumia nessa parte do Mediterraneo, os caras dominaram o mundo por doze séculos inteiros. 

Roma é uma cidade extraordinària. Sua riqueza do ponto de vista històrico é incomparàvel, e isso nem se discute, mas é encantadora e deliciosa também do ponto de vista moderno, no aspecto gastronomico, arquitetonico, no aspecto da moda… Quando estive em Roma pela primeira vez me encantei com uma série de painéis, no meio da avenida que leva ao Coliseu, na àrea que, na Roma Antiga, seria o Forum Romano. Os tais painéis ilustram a evoluçao do Imperio Romano em quatro etapas. Coloco aqui a foto do fim no periodo liderado pelo  Imperador Traiano em 117 d.C., no apogeu do Império.

 

Foto By LuLu na Italia

Foto By LuLu na Italia ©

 

Eu nunca fui muito apaixonada por Història nos meus tempos de escola, mas era boa estudante e ainda me lembro o que representou para o mundo um dos Impérios mais importantes da humanidade. Milhares de cidades foram fundadas por eles. As maiores invençoes, as mais belas obras de arte, arquitetonicas e de engenharia foram criadas por eles. Também as maiores destruiçoes, milhares de pessoas mortas, povos e especies animais eximados, rios e  florestas  descobertos  mas também destruidos por eles.
Algumas vezes, quando reflito sobre tanta coisa que jà se passou pelas bandas de cà, me sinto meio estranha. Acho que foi mais uma ficha que caiu.  A energia desse mundo é muito forte.

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Ernesto acabou de sair pro trabalho. Uma hora de estrada, mais uma noite de plantao. Semana passada eu fui pra Villarosa com ele e passei a experiencia de uma noite de guardia medica. Foi muito gostoso estar ali, apesar do desconforto, com apenas uma caminha estreita pros dois. Minha sorte é que foi tudo tranquilo, nao teve nada de grave e até que eu consegui dormir um pouco. Ficamos juntos, nos esquentando na noite fria, curtindo agarradinhos os minutinhos entre um atendimento e outro.  Ele nao dorme, apenas cochila. Faz tudo sozinho, nem tirar os sapatos ele tira a noite inteira pra nao perder tempo e atende as pessoas, e atende o telefone… Vi o quanto é importante o seu trabalho além de ser bem cansativo e stressante. Foi importante pra mim o exercicio de me colocar no lugar dele.

De manhazinha, voltamos pra casa em silencio, nos olhando de vez em quando nos olhos, com tanta ternura, e admirando a linda vista da estrada.

 

Foto By LuLu na Italia ©

Foto By LuLu na Italia ©

Hoje eu fiquei, mas meu coraçao foi com ele.

Bom trabalho, meu amor.

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Ernesto jà està hà um mes cumprindo os plantoes de guardia medica numa cidadezinha chamada Villarosa, que dista pouco mais de uma hora de Catania, onde moramos. Meio canseira pra se chegar là, pois ele pega uma auto-estrada por uns 50 minutos e depois, na cidade principal que é Enna, segue ainda por mais uns 20 min por estradinhas estreitinhas e tortuosas, porém lindas, como aquelas dos quadros de grandes pintores famosos. Dependendo do tempo dao um pouco de medo, sabe? Com a chegada do frio, no inverno ele terà que colocar correntes pra nao deslizar na neve.  A cidadezinha é muito pequena, tem cerca de 5.600 habitantes, como indica a Wikipedia. Pequena, com ruazinhas estreitas, encrustrada nas montanhas numa regiao muito àrida. Num versinho de uma “trova siciliana” conhecemos a mais pura descriçao da cidade:

“Dentro una conca sotto una montagna
tra due fiumi, uno amaro e l’altro dolce,
c’è un paesino con le strade in croce
e poco verde nelle campagne;
nella terra arida attorno
cento rarità di frutti produce,
di giorno fumiga, di notte luccica
e nelle sue viscere si piange e si suda.”

Villarosa - Sicilia - Italia

Villarosa - Sicilia - Italia

 

“Dentro de uma bacia sob uma montanha entre dois rios, um amargo e o outro doce, existe uma vila com as ruas em cruz e pouco verde no campo; na terra árida em torno de cem raridades de frutos produz, de dia fumega, à noite reluz e nas suas entranhas se chora e se sua.”

 

 

Ernesto chegou ontem, do plantao da madrugada dessa cidadezinha, com uma novidade especial: tinha feito o seu primeiro parto! Chegou contando, todo emocionado ainda, que, na verdade, o pequeno Samuele nasceu sozinho. Quando ele chegou là sò teve que cortar o cordao umbilical. Acompanhou a mae e o bebezinho, junto com a ambulancia, até o hospital, o tempo todo com o Samuelzinho no colo. Molto bello, segundo ele mesmo disse, tranquilo e sereno.

Ficamos um dia inteiro curtindo juntos essa emoçao. Pro Ernesto e pra mim também foi mais um sinal de buon augurio, e de que estamos cercados de muita vida, amor e justiça.

E viva o Samuele!!!!!

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