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Archive for the ‘Lar doce lar’ Category

Um furacao…

… entra pela casa afora e jà sai levantando mòveis, vasos, tapetes, cortinas, lençois, toalhas, bibelos e tudo o mais que tiver pela frente.

… ruge rumorosamente aspirando ar, seres vivos, poeiras, entulhos, restos, folhas, tralhas, cacos, galhos e tudo o mais que tiver pela frente.

… lambe vigorosamente lavando chao, parede, superficie, cada palmo, centimetro, reentrancia, dobra,  e tudo mais que tiver pela frente.

… é, hoje foi dia de faxina.

😀

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Nao sei porque nao retomei o hàbito de escrever com frequencia aqui no blog. Tenho me cobrado isso internamente, mas ainda nao achei o fio da meada perdido.

Jà pensei inumeras vezes em contar a saga que foi a minha chegada em Roma, sem permissao pra prosseguir com a bagagem até minha cidade, ao ser resgatada, de carro, pelo marido Ernesto a mais de mil quilometros de distancia. Saga com requintes de arrogancia e de crueldade por parte da companhia aérea (nao vou dar nem IBOPE por putos!), mas com um lado bom ao orgulhosamente descobrir que estou me comunicando muitissimo bem em italiano.. obrigada.

Queria, por exemplo, postar os primeiros dias de estranheza da casa minha-que-nao-parecia-mais-minha e que aos poucos fui retomando. Casa essa cheia de surpresinhas preparadas pelo marido Ernesto (fofo!), tipo: o teto do nosso quarto pintado de azul celeste, o que me fez cantar pra ele por longos dias: “Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também”… hehehehehehe…

A emoçao nao para, pode ter certeza. Tem coisa nova o tempo inteiro, todos os dias… mas alguma coisa me diz pra eu me reservar.

Ainda assim, sinto falta do contato que o abre-caixa aqui proporciona: respostas, recadinhos e comentàrios amigos-amados sao sempre bem vindos.

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Vira e mexe surge a curiosidade de como é a minha vida aqui no Mundo Novo e pra quem pergunta eu respondo: rotina normal de quem mora numa cidade pequena, fora da regiao dos grandes centros urbanos, num bairro tranquilo, numa casa com jardim, casada, sem filhos, estudando uma nova lingua, estudando culinaria, sem trabalho fixo. Simples assim. Mas, sei là porque parece que isso nao satisfaz, o povo quer saber detalhes emocionantes, como se pelo fato de morar na Itàlia (òòòò :-D) e na Europa (òòòòòòò… :-o)  as coisas necessariamente tenham que ter “glamur” … hehehehehe… Mas nao tem!!!  Ou melhor, até pode ter, depende de cada um, do que faz, o que estuda, no que trabalha, onde mora e com quem, né nao? 

Entao, tà, atendendo a pedidos:

A rotina da LuLu – uma dona de casa na Italia.  

Manha:

Acordo em torno de 7h nessa época de primavera/verao, mas como nao uso despertador pode variar em meia hora pra menos ou pra mais, dependendo do dia ou da hora em que fui dormir na noite anterior. Sò acordo muito mais cedo do que isso, tipo 4h, 5h da matina, quando me ataca a insonia. Muito mais tarde do que isso, sò se estiver doente, ou se estiver muuuito frio.

A primeira coisa que eu faço em absoluto é beber um copo dàgua. Isso é sagrado. Vou ao banheiro. Escovo os dentes, lavo o rosto, prendo o cabelo da frente ou todo num coque alto. Inverno ou verao nao importa, nao aguento cabelo caindo no rosto!

Vou pro escritorio/consultòrio do marido Ernesto e ligo o computador. Abro e respondo e-mails, leio o Reader, navego em alguns blogs, jornais e sites.

Abro as persianas e cortinas das janelas da sala pra entrar luz pras plantas de dentro de casa.  Idem na cozinha, sala de TV e lavanderia. Abro a porta do balcao da cozinha que dà pro jardim. Dou uma sacada no ar e uma geral nas plantinhas de dentro e do balcao, algumas eu rego, outras podo as folhas velhas ou arranco alguma erva daninha.

Preparo o café da manha pra mim, e pro marido Ernesto quando ele nao està de plantao. Se ele estiver em casa dorme até umas 9h e aì tomamos café juntos. Tem dia que é fruta picadinha com granola e Yogurt. Tem dia que é pao integral com queijo fresco. Eu sei, eu sei… eu exagero falando que nao como coisa light, mas faço esse sacrificio, sim, de veeeeeeeeizzzz em quando. No minimo uma vez por semana eu preparo um bolo, rosca, biscoitinhos caseiros, pao caseiro, muffins ou  qualquer coisa do genero pra deixar pronto pra semana toda. O marido Ernesto adoooora muffins com cappuccino gelado, eu adoro biscoitinhos molhados no leite com achocolatado (gelado no verao, pelando no inverno).

Na primavera/verao, em geral na parte da manha nos dedicamos à jardinagem. Quem tem jardim e horta em casa (e nao tem jardineiro) sabe: tem sempre alguma coisa pra fazer. SEMPRE. Entao é podar, adubar, regar, plantar, mexer na terra, limpar, endireitar, arrancar, dedetizar…

Numa manha qualquer também podemos ir ao supermercado, shopping ou a alguma feirinha de bairro pra comprarmos verduras, frutas ou o que estiver faltando. Aos sàbados tem uma feirinha a dois passos daqui de casa e eu deixo o marido dormindo e vou sozinha sapear por là. Pesquiso, pechincho, fotografo… Amo!

Se estivermos em dia com os deveres de casa  e nao tiver por exemplo nada pra costurar, consertar ou lavar podemos também sair pra passear, aì vamos pra algum parque, praça, castelo, cidade històrica ou praia pra curtir, caminhar de maos dadas, tomar sorvete (jà te disse que o sorvete da Sicilia é o melhor da Italia e um dos melhores do mundo? Poisé)… ou fotografar.

De quinze em quinze dias vem uma senhora dar faxina mais pesada na casa  e vira um mutirao pra terminar tudo das 8h até as 13h. Barba, cabelo e bigode.

A manha termina com o almoço, mas nunca antes de 13h.  Gosto muito de cozinhar e experimentar receitas novas e em geral prefiro almoçar bem, tranquila e em casa. Claro que rolam eventualmente almoços em restaurantes, almoços na casa dos sogros, almoços em self-service, lanches em pé numa pracinha, piqueniques em parques, salgadinho de padaria e até McDonalds.

Tarde:

Depois do almoço o marido Ernesto dorme. Sem exceçao. Eu posso até tirar um cochilinho de meia hora em um dia preguiçoso, mas nao gosto de dormir de tarde e em geral venho pro computador. E’ a hora em que a casa fica silenciosa e eu me sinto à vontade pra pesquisar, descarregar e trabalhar fotos, escrever no blog e colocar as idéias do dia em ordem. Essa é a também a hora de estudar, o que quer que seja, a liçao de italiano, de jardinagem ou de culinària.  Se encontro algum amigo ou alguém da familia essa é a hora do chat também. Pra tudo isso dedico no minimo tres horas.

Nao costumo ficar sentada na frente do computador quieta o tempo todo. No meio de algum download aproveito e coloco alguma roupa na maquina pra lavar, ou estendo alguma que jà secou, e ainda leio revista, costuro, desenho e assisto TV ao mesmo tempo. Sempre fui assim… multiatarefada.

Minha rotina varia com a do marido Ernesto, claro. Como jà mencionei, se ele tem plantao (10h, 12h ou 24h), por exemplo, eu me adapto pra ter sua companhia por um tempinho a mais, ou preparo a “marmita” que ele leva pro trabalho ou saio do computador pra ele receber os pacientes no consultòrio. As vezes ele precisa dormir um dia inteiro seguido depois de 24 horas de plantao, e eu procuro respeitar a necessidade dele e saio. Saio pra uma caminhada, dou uma volta no bairro, ou vou ao salao, ou vou ao mercado, ou fico jardinando, costurando ou lendo em silencio pra nao acordà-lo.

Fim de tarde tem a ducha refrescante depois de um dia cheio,  e tem o momento beleza: manicure, sombrancelhas, pele, cabelos, creminhos e o que mais houver… me dedico sò a mim… porque ninguem é de ferro, nao?

Noite:

Uma vez por semana tem as aulas de culinària a partir de 19h e nao tem hora fixa pra terminar, nunca antes de 23h. O jantar é incluso, entao o marido Ernesto se ajeita em casa, esquenta alguma coisa que eu jà deixei pronto, pede uma pizza ou aproveita pra ir jantar na casa dos meus sogros. Se o marido estiver livre ele me leva e me busca, às vezes vou e volto dirigindo e até prefiro. Gosto de ficar fofocando com os colegas depois da aula.

Quando nao tem aula vamos ao cinema, vamos tomar sorvete em alguma praça, ou jantamos fora, ou jantamos na casa dos sogros, ou vemos um DVD em casa até o sono chegar, ou eu fico sozinha em casa e, nesse caso, venho pro computador fofocar no messenger.

Meu fim de noite é, via de regra, assistindo TV. Eu sou viciada em dormir assim desde mocinha.  O marido jà prefere ler pra provocar o sono. Fecho a casa inteira. Baixo todas as persianas. Apago todas as luzes, menos uma luzinha guia que deixamos acesa. Coloco um copo d’àgua na beira da cama e fico zapeando os canais de televisao, deitada até o sono chegar. Quando vem o sono, coloco o timer sleep para quinze minutinhos, coloco uma mascara de tapa-olhos (daquelas de aviao, igual ao gato do cartoon, o Manda-chuva), coloco o aparelho dos dentes, viro de lado e… beijo,ciao. Adormeço rapididinho.

E…. Buona notte.

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1- Pegue um vidro grande de conserva, lave bem lavadinho e reserve.

2- Passe um papel crepom, ou qualquer pedaço de tecido rustico que voce tenha guardado (sabe aquele que embrulhava um presente do ultimo natal?), dobre e prenda no vidro de conserva com um elastico.

3- Coloque dentro do vidro uma esponja de cozinha, encha com àgua e salpique uma pitadinha de bicarbonato.

4- Colha as flores do jardim, aproveitando pra colher também as ervas daninhas, que jà estao passando da hora, e estao explodindo em flores evitando assim que as sementes caiam na terra e formem o dobro de ervas daninhas no ano que vem.

5- Arrume as flores num bouquet bem distribuido.

6- Enfeite um cantinho de sua casa. 🙂

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Mã?

Quero te agradecer muitoooo, porque eu tenho muito a agradecer a voce que é uma das pessoas mais lindas da minha vida, que eu amo apaixonadamente,  que eu tenho orgulho e que me aguenta, nem sei como, hà quase quarenta anos, e que mesmo quando eu to com a macaca-virada-no-teteu-de-tao-chata voce ainda me pega no colo e me chama de “pholinha de figo” e “filhim da “.   🙂

Mae é mae, né? Sò ela, mesmo.

Ainda quero agradecer a minha mae de novo por ter me dado a vida e me ensinado a viver, a comer, a falar, a andar, a correr, a ler, a escrever, a escovar os dentes, a tomar banho, a cuidar de mim, a cozinhar, a lavar, a arrumar, a costurar, a bordar, a tricotar, a crochezar, a desenhar, a ouvir, a cantar, a dançar… E ela ainda continua me ensinando.

E por fim, agradeço a minha mae outra vez, porque ela é minha e eu posso agradecer cento-e-cinquenta-e-dez vezes ou até o mundo acabar que ainda nao vai ser o suficiente pra expressar toda a emoçao e gratidao que eu sinto a cada gesto seu, cada palavra sua, a cada vez que ela me liga, cada vez que nos falamos no messenger, ou quando ela, no maior sacrificio, me manda um pacote que demora um século pra chegar, cheio de coisinhas gostosas de comer, ou roupinhas que eu nao pude trazer, sapatos que deixei pra tras, livros (chegou, viu?), penduricalhos, coisitas de todo o genero, e sempre com muito amor, com bilhetinhos, com desenhos, com paciencia, com carinho, mais amor de novo… e dà-lhe amor!

Grazie, mã!!! TE AMO! MUITO!

O bom disso tudo é que todo esse amor que sentimos ressoa no universo inteiro.

Sentiu aì? 😉

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Laconica

Nao tenho muito a dizer, hoje, a nao ser que eu passei umas quatro horas na webcam do messenger com minha mae no Brasil fofocando, rindo, tagarelando, contando causos, lendo poesias, dividindo a vida e eu to me sentindo tao leve, mas tao leve, que acho que eu posso voar e nao quero ficar aqui escrevendo pra nao desperdiçar nem um minutinho dessa sensaçao com nada, entao vou ficar bem ali, assim, flutuando, sem muito dizer.

Beijo. Ciao.

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Torcida

Brasil jogou hoje seu primeiro amistoso com o vencedor da ultima copa do mundo, a Italia. Eu, apesar de ser do pais do futebol, nunca fui muito de torcer pelos times regionais, nem tenho time definido. Em compensaçao  sempre gostei de assistir aos jogos do Brasil cercada de amigos e com muita farra!

Bom, pela primeira vez assisti a um jogo do meu paìs em “territorio inimigo” . Em casa, tudo muito educado, tudo muito lindo e o que é melhor o meu timao ganhou de DOIS a ZERO. Posso orgulhosamente afirmar que tudo correu muito bem, fomos todos muito cordiais, marido, sogro, parentes, bem como os jogadores em campo, e fizemos valer nossos acordos internacionais de amizade-paz-respeito-blablabla… Sò tem uma coisinha me incomodando… é que eu to com um grito, que eu nao pude dar, engarranchado aqui no peito até agora que eu preciso deixar sair, voce me dà licença?

BRASIIIIIILLL..SIL..SIL..SIL!!!!!

🙂

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Reconstituiçao

O anjo, a menininha, o marido, o remelentinho, o burro, pastores, reis, cabras, ovelhas, vaca, patos, marrecos, porcos, cachorro, papagaio, periquito …

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O velhinho

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A arvore com as bolas penduradas

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Fotos By LuLu na Italia ©

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Em minha primeira participaçao numa blogagem coletiva* tinha que ser esse o tema, claro. Porque eu falo quase todo dia do mundo novo, a Itàlia, essa terra admiràvel que me recebe com muito amor, mantenho a patota atualizada com os temas da ilha do lado de cà do oceano mas, meu coraçao, quando bate, bate mesmo é pelo meu paìs. E é com lagrimas nos olhos, taquicardia, as maos tremulas, frias e suadas, que vou abrir a caixa da emoçao pra registrar aqui o que refletem as minhas pupilas dilatadas quando se fala de Brasil: Brasilia.

A primeira coisa, entao: ordem. Pra quem quiser entender um pouquinho, aviso: tudo por là é dividido em setor. Isso mesmo, tem setor de tudo o que se tem numa cidade. Tudo. Setor de hoteis, de motéis, de hospitais, setor comercial, setor residencial, setor de autarquias, de industrias, de diversoes… Tudo. Aprendi logo cedo no hospital Santa Luzia, e logico, no setor hospitalar, que fica pertinho da avenida W3. Foi num dia de cidade esvaziada, como acontece às  vésperas de Dia da Independencia, numa sexta-feira, quinto dia de setembro, em 1969. Foi feriado em nossa casa. Como tudo na cidade, organizada, nasci Maria Luiza. 

Organizaçao, sim, é a primeira palavra que ela nos traz, e também muita luz e muito verde, como bem percebeu o marido Ernesto em sua primeira visita à capital do Brasil. Muito mais do que uma “maquete”, c0mo é sarcasticamente  citada pelos superficiais, e muito além de seu plano  horizonte,  minha cidade natal representa o meu centro. . . O eixo.

O eixo central divide as asas, numa cruz-aviao. Norte-sul, Leste-Oeste, ou West, formando os tais setores, alguns constituidos de predios residenciais: as quadras. Na infancia aprendi o que era uma quadra, e nao bairro. E quadra é pra mim sinonimo de mini-mundo, de liberdade, de alegria, espaços abertos, muitas crianças, poeira vermelha e parquinho de areia. Vivemos até os meus 3 primeiros anos num predinho de 3 andares na quadra 416 no final da asa sul. Daqueles do projeto original de JK. A nossa era uma das poucas quadras completas, mas ainda cheia de vaos livres, o que deixava minha mae apreensiva, as vezes, e a me recomendar sempre para andar em grupos. Em Brasilia teve um sequestro de criança famoso. Nem tudo sao flores.

Falando em flores, devagarzinho ao longo de seus 40 e poucos anos a poeira vermelha do cerrado foi mudando e dando lugar a arvores frondosas e sempre verdes, jà imaginadas no projeto original. Junto com arvores nativas, pequiseiros, jatobàs, jameleiros, mangueiras, estao os meus preferidos, os sazonais e alegres Ipes que enfeitam Brasilia a cada estaçao com cores fortes e vibrantes. Tem um em especial, amarelo, que simboliza pra mim a vista da janela de nosso apartamento na 210 sul.  O dia-a-dia sempre foi rico também em belezas naturais. Furia de ventos, raios, relampagos e trovoes, granizo e neblina.  Beleza rara e comum, principalmente  em dias de chuva e arco-iris. Paisagem digna de arrepios de tao linda.

A minha cidade me impulsionou desde cedo a caminhar sozinha, a fazer escolhas responsaveis, a estudar muito, a decidir com segurança, a conviver com as diferenças… Minha cidade segrega, infelizmente, mas colore muito mais suas ruas com gente de todo o paìs e do mundo, assim como os Ipes o fazem. Minha cidade tem o menor indice de acidentes no transito, é exemplo no respeito à faixa de pedestres é o segundo maior PIB do Brasil, mas tem sujeira além da beleza, tem coragem e medo, violencia e paz, tem polìticos, politica e corrupçao, tem distinçao social, racismo e miscigenaçao,  tem pobreza, tem riqueza…  Minha cidade tem liberdade de fé, tem misticismo, tem cientologia, arquitetura e engenharia ousadas, tecnologia de ponta, modernidade, tem respeito e diversidade… tem a promessa de ideais de muitos …  tem Brasil.

Minha cidade, acima de tudo, tem potencial pra crescer e virar gente grande.  Eu nasci e cresci là. Um dia, alcei voo, segura em suas asas, e vim parar bem longe em busca dos sonhos acalentados naquela infancia feliz vivida ali . Mesmo distante ouço sua voz me lembrando que somos todos unicos, originais e em constante evoluçao e que devo fazer a minha parte pra construir um mundo melhor. Mesmo distante ela nao pàra de me ensinar. A ultima coisa, enfim: progresso.

*Iniciativa de blogagem coletiva da Andréa Motta do blog Leio o mundo assim.

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Ar-vores

BouganvilleAcirealePzza. Sta. Maria di GesùAbete

Em casa

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Vidinha besta

Dia de faxina, de compras, de arrumaçoes e de sobras da geladeira que viraram um quiche de legumes maaaaaa-ravilhoso!

Foto By LuLu na Italia ©

Foto By LuLu na Italia ©

Modéstia à parte.

A receita completa eu postei no blog dezminutosepronto.

Deixo aqui sò a fotinha besta pra combinar com essa vidinha mais-ou-menos.

Ai..ai.

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Guarda roupa

Terminou hoje a revolução dos armários que promovi essa semana. Fiz a tal troca roupas de calor-roupas de frio que nòs, os mortais que vivemos em paìses com estaçoes definidas, fazemos toda virada de estaçao, ao menos quem nao tem muito espaço nos armàrios, como é o nosso caso. O que é que isso significa exatamente? Pra vc ter noçao da encrenca, imagine que eu tirei TODAS as roupas que estavam no armàrio (eu falei TODAS!) e que serviram para a primavera, o verao, e esse comecinho de outono, as roupinhas leves, vestidinhos, malhas, sandalinhas… ajeitei, dobrei uma por uma, encaixotei, coloquei na garagem e no lugar coloquei as roupas que estavam encaixotadas e guardadas na garagem desde o inicio da primavera. Nao, claro, sem revisar botoes a serem trocados antes de usar, lavar algumas que estavam com cherinho de seis meses de guardadas, experimentar outras e constatar que nao servem mais na gorduchinha aqui….e bota trabalho nisso. Pense na canseira.

Bom, a noticia boa que veio no pacote da arrumaçao é que compramos  um armario novo!! EBA!!! Desde o ano passado que nossos armàrios de quarto eram uns mixuruquéééérrimos, xexelentos, fragilìììssimos,  que compramos num super-mercado, e que, na época, como podìamos jurar (rà!rà!rà!), serviriam “temporariamente”, assim, no màximo uns seis meses, até encontrarmos o guarda-roupa definitivo. Entao, a verdade é que na novelinha italo-brasileira chamada: Vida-de-recem-casados-durangos-com-tantas-prioridades-pra-comprar, somente um ano e meio depois, mas enfim, temos nosso tao sonhado guarda-roupa.

Quero postar umas fotos aqui assim que eu fizer uma faxina mooonstra no quarto todo pra fechar a arrumaçao com chave de ouro, ok? Nao deu pra fazer a limpeza ainda porque o marido Ernesto pegou um resfriado com dor de garganta e febre e tem dois dias que nao sai da cama.  Ele é médico, sim… mas como todo homem que conheço quando adoeçe fica parecendo criança, quer tudo na mao, choraminga comidinha especial, e tà dengoso que sò… e..  eu… sobrei de enfermeira-chefe-tempo-integral. 😉

Jà tà là dentro me chamando. Deixa eu ir ver o que ele quer.

Beijo. Ciao.

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Sicilia casa mia

Me toquei que nunca falei do lugar onde vivo. Essa terra quente e àrida de um povo fascinante, alegre e acolhedor, onde fui muito bem recebida e sou muito amada. Essa ilha onde devagarzinho e com muito cuidado estou construindo o ninho da minha nova famìlia.

Sicilia

Da Wikipedia, l’enciclopedia libera.

A Sicília é a principal ilha do Mar Mediterrâneo com 25 710 km² e 5,1 milhões de habitantes. De forma triangular, a Sicília tinha na antiguidade o nome de Trinacria. E’ uma região autônoma com estatuto especial da Itália meridional, cuja capital é Palermo. Esta região é composta das seguintes províncias: Agrigento, Caltanissetta, Catania (onde eu moro), Enna, Messina, Palermo, Ragusa, Siracusa e Trapani.

A ilha é separada do continente na altura da Calábria, na península itálica, pelo estreito de Messina, que possui apenas três quilômetros de largura. Devido à sua posição geográfica, a Sicília sempre teve um papel de importância nos eventos históricos que tiveram como protagonistas os povos do Mediterrâneo.

A vizinhança de múltiplas civilizações enriqueceu a Sicília de assentamentos urbanos, de monumentos e de vestígios do passado que fazem da região um dos lugares privilegidos onde a história pode ser revista através das imagens dos sinais que o tempo não apagou. Trata-se de uma região riquíssima em monumentos antigos e sítios de interesse arqueológico, como por exemplo: Agrigento, Selinunte, Siracusa, Segesta e Taormina.

E’ uma regiao antiquissima. Foram encontrados vestigios humanos que datam de 10.000 anos a.C. Entre o XIII e  o VIII seculo a.C., o periodo precedente à chegada dos Gregos na Sicilia, a ilha era subdividida entre quatro povos: os Siculos, os Sicanos, os Elimos e os Fenicios.

A língua oficial falada na Sicília é o italiano, mas praticamente todos os sicilianos são bilíngües, pois também falam o siciliano, (u sicilianu), considerada língua e não dialeto, falado também na Calábria meridional e na zona do Salento (Puglia).

A própria região e também as ilhas circundantes têm intensa atividade vulcânica. Os vulcões principais são: Etna, Stromboli e Vulcano.

O texto que posto acima tem trechos que foram traduzidos por mim da Wikipédia em Italiano, trechos que copiei do portugués e mais alguns dados que peguei com Ernesto. Meu marido, aliàs, é muito orgulhoso da terra onde nasceu. Temos muita coisa em comum.

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Hallow-in Italia

gato preto

Ontem eu tava numa ansia tao grande de me chicotear pela minha indisciplina na dieta que até esqueci de contar que sexta eu fiz uma festinha de Halloween aqui em casa! 🙂 As sobrinhas do Ernesto estavam doidas pra participar do dia das bruxas à moda americana e isso nao faz parte da tradiçao italiana. Nem da nossa, aliàs, mas no Brasil a festa das bruxas jà incorporou ao espirito zombeteiro que habita no Brasileiro e jà que é festa com cara de carnaval, entao tà valendo, nao é verdade? Aqui nem se ouve falar de festas à fantasia e quase nao se acha fantasia pra vender. Mas eu e Ernesto que jà somos animados de natureza nos empolgamos pra agradar as meninas e resolvemos topar a parada.

Fomos apanha-las em casa jà de noitinha e quando entraram encontraram a casa toda às escuras, velas por todos os cantos, moveis cobertos com lençòis, esqueletos, gatos-pretos, morcegos e bruxas pra todo lado.  Tinha até uma abòbora com velas dentro. Nos fantasiamos de mortos-vivos e falàvamos com a voz grossa e pausada. Passamos toda a noite cercados dessa atmosfera macabra, assistindo filmes de horror e à meia noite colocamos elas na cama e Ernesto contou-lhes estòrias de mortos e fantasmas. 

Dormiram feito anjinhos.

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Fotos By LuLu na Italia © ……………………………………………………………………………………………….

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La Tavola

 

A mesa faz parte de nosso album de familia quase como se fosse uma terceira pessoa que habitasse na casa. Como um centro nervoso todas as energias cedo ou tarde acabam convergindo para ela.

A mesa representa o alimento, mas nao somente o fisico mangiare, também o apoio, o descanso, o jogo, o trabalho, o divertimento, o diàlogo, o estudo, a pausa, o amor, a celebraçao, a reflexao … enfim, a vida.

  Bello isso.

Fotos By LuLu na Italia © ……………………………………………………………………………………………….

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A beleza do casamento consiste em viver os desafios de cada dia.
A minha felicidade só depende de mim, ninguém deve carregar este fardo.
As palavras devem ser medidas, pois deixam marcas.
Atenção e carinho trazem segurança e confiança.

Conversar é a melhor solução para os problemas.
Controlar as finanças e planejar é necessário, a lealdade e a fidelidade também.
A relação sexual deve ser falada, respeitada, realizada com amor e carinho.
A compreensão e a aceitação tornam a vida mais harmonica.

Fotos: Claudio – Visage Photo Studio

A vida a dois se alimenta de sonhos e fantasia,

mas nao é um conto de fadas é real.

E viva o amor!!!!!!!

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Avesso

Mais sensivel que o normal. 

Procuro ficar quieta.

Aqui dentro.

Fotos By LuLu na Italia © ……………………………………………………………………………………………….

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Nao sabia falar NADA quando conheci Ernesto. Nos viràvamos em ingles pra nos comunicarmos e via msn ainda!! O ingles dele literalmente macarronico e o meu, hummm, assim, dava pro gasto. Aos poucos fui percebendo que entendia alguma coisinha de italiano quando ouvia ele falar palavras parecidas com o portugues. Fui formando, primeiro, um vocabulario basico, alguns verbos, substantivos e expressoes essenciais. Comecei a me comunicar e me empolguei! Comprei de cara uns 2 livros de estudo auto-didata e meti bronca. Lia também obras pra estrangeiros, com textos simples e vocabulario anexo. Estudei todos os dias por 3 meses e me preparei para vir. Cheguei aqui na Italia, pela primeira vez, em abril de 2007, sabendo somente o minimo pra me virar no aeroporto, escutar a conversa da familia do noivo, ler placas na rua… e olhe là. Ficava sozinha em casa e fui incrementando meu vocabulario ouvindo radio e assistindo a DVD’s de filmes em italiano com legenda em italiano pra entender. Fui pegando gosto por aprender mais uma lingua e continuei a estudar, sozinha e depois formalmente com um professor particular quando voltei ao Brasil, e nao parei mais. A cada dia aprendo uma nova palavra. Nao somente uma nova palavra em italiano, conhecida e pronta, mas também venho descobrindo coisas novas que eu nunca tinha visto antes. Em casa, por exemplo, a jardinagem, pratica que eu nunca fiz no Brasil, me abriu um infinito vocabulario de flores, arvores, orti-fruti que eu nao tenho a menor idéia do que seja em portugues.. hihihihihi..

Decidi registrar tudo aqui. Sempre que possivel com fotos pra ilustrar bem. Quem sabe alguém me ajuda a desvendar aquelas coisinhas baaaaasicas que descobri aqui e que ainda nao sei como chamar em portugues.

Falando em basico a palavra de hoje é …

BASILICO. Foto By LuLu na Italia © ……………………………………………………………………………………………….

Muita gente jà conhece e no Brasil é conhecido por Manjericao, Manjerona ou Alfavaca, dependendo da especie, tamanho, tipo.. etc. Vim conhecer realmente aqui. E faço um Pesto, que aprendi com minha sogra, de comer ajoelhada, como dizia Vinicius de Moraes. O basilico, pra quem nao conhece é muito cheiroso, rico em vitamina B e òtimo pra memòria. O da foto, de folha larga arroxeada, que tenho plantado na minha horta, minha sogra diz que é uma espécie marroquina, mas também tenho o verdinho e o de folha miuda que é o verdadeiro, o mais cheiroso, o poderoso e vitaminado. Todos explodiram de tanta flor na primavera desse ano. Ah.. VIVA A PRIMAVERA!!!!!!!

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