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Archive for the ‘Diferenças’ Category

A ursa.

No inverno, onde os dias sao mais curtos, sempre sinto uma coisa estranha com o anoitecer tao cedo. A sensaçao é meio angustiante, como se eu ficasse acordada mais tempo do que devia, com noites que nao acabam nunca,  e dias com um tipo de insonia-zumbi, enfim, uma agonia.

De um lado, minha mente me diz que meu corpo deve se movimentar ao invés de seguir o que, do outro lado, meu animo me sugere que é passar a maior parte do tempo enfiada debaixo das cobertas. Vivo, assim, arrastando os dias nessa luta interna e… nem sempre é facil reagir.

Por mais que eu tente me ocupar o tempo escorre lentamente, numa letargia gélida e os tres meses de frio, chuva e neve parecem muito, muito longos. As vezes chego a pensar que talvez eu tenha uma especie de metabolismo de ursa e que o natural seria hibernar no inìcio de dezembro e acordar sò em março na primavera.

Notas mentais:

Sàbado o curso de grafologia reiniciou e hoje foi o curso de tricot. Vou me obrigando a sair mais de casa e quem sabe o inverno irà passar mais ràpido este ano.

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Inter-rogo

Eu vi num blog de uma brasileira na Italia, Paula, que escreve (ou escrevia, nao sei) no blog Made in Napoli, um post chamado: “Porque sim” nao é resposta!… Ela fazia uma lista de duvidas existenciais e pràticas nessa sua vida no paìs da bota. Adorei a idéia e me inspirei pra abrir meu coraçaozinho cheio de indignaçoes e duvidas sobre minha vida aqui também.  Nao me leve a mal se vou ser crua, dura, pueril ou generalista pois é um desabafo também. Como ela arremata em seu blog: ” Bom, quem sabe nao compartilhamos alguma coisa?… Respostas, mais duvidas ou boas risadas, nunca se sabe.

Porque acreditam que voce tem que saber sambar por ser brasileira?

Porque pensam que voce morria de fome no Brasil e agora esta com a vida boa?

Porque em 2010, pleno século 21 aqui ainda votam com cédula de papel e caneta, fazendo um X no candidato, ao inves de votar com computador?

No verao, que faz muito calor no meio do dia, eu posso até entender a siesta, mas…  Porque aqui tudo fecha das 13hs ate as 14hs o ano inteiro?

Porque um cheque demora ate 10 dias ùteis para ser compensado e para fazer um depòsito em uma conta precisa da autorizaçao do beneficiario?

Porque italiano insiste em perguntar se no Brasil existe pizza e macarrao?

Onde termina o frio e começa o calor? A certeza é que deus dà o frio conforme o cobertor.

Porque aqui nao respeitam a faixa de pedestres?

Porque aqui nao existe varal de teto? Porque nao tem ralo no banheiro e na cozinha?

Saudade pra mim é como um elàstico que se estica, estica, mas em algum momento devo afrouxar, senao se parte. Quanto tempo suportamos  uma saudade? 

Quanto se perde na tradução de um pensamento numa palavra?

Qual a palavra que nunca foi dita?

Porque nao existe uma lingua universal?

Somos todos humanos e dotados da mesma capacidade vocal…  Se nao aprendessemos palavras serà que nao desenvolveriamos outra maneira de nos comunicarmos? Precisa falar?

Como é sentir paz? Parece com o silencio?

Quando sabemos que jà é hora de parar?

Como explicar com lógica coisas que naturalmente vieram ao mundo sem ela?

Hoje acordei meio Chacrinha:  Eu vim para confundir e não para explicar

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Incomplexidade

Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos.

Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.

– Augusto Cury –

Com essa frase martelando na minha cabeça é que comecei essa semana. Ando meio azeda, talvez pela velha conhecida TPM que se reaproxima, mas enfim, mais reflexiva também.

O mundo novo, jà nao tao novo, começa a dar seus sinais de cansaço. A velha fòrmula de auto-motivaçao pra dar conta das obrigaçoes do dia-a-dia nao funciona tao bem aqui quanto no Brasil e me reinventar a esta altura da vida parece bem mais difìcil.

Falar voltou a ser uma canseira à parte. Voltei a ter que pensar muitas vezes antes de pronunciar o que quero. Tomo cuidado com as palavras, seja em italiano, ou em portugues, até porque acredito piamente que elas tem uma força descomunal sobre nòs, nossos desejos, realizaçoes e até sobre o universo que nos rodeia mas, pra mim, particularmente loquaz na minha lingua madre, é como voltar a ser criança ou adolescente… limitada, com um vocabulàrio muito restrito e aquém da minha identidade interior, sentindo-me incomprendida e frustrada por ter muito mais a expressar do que a capacidade de comunicaçao me permite.

Hoje, estou particularmente angustiada e me sinto incompleta como se nesse mundo nada se encaixe perfeitamente em mim, ou me pertença realmente. Tenho a sensaçao de que falta (e faltarà) sempre alguma coisa, nao importa quais sejam os meus esforços pra me adaptar, me integrar, me inserir… serei sempre uma estrangeira numa terra estranha.

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Hoje de manhã bem cedo o marido Ernesto tava me elogiando na webcam do msn me dizendo que eu tô com a pele bonita, elogiou os cachos do meu cabelo… Ele me acha sempre linda, mas eu senti que até ele percebeu que alguma coisa mudou em mim desde que cheguei ao Brasil.

Na hora eu respondi: é o clima, amore mio. Mas quando disse isso não me referia à esse inverno maluco de Brasília onde os termômetros variam entre 28 e 32 graus(que eu estou amando!!), e sim a todo esse amor e aconchego de útero materno que venho recebendo, que começa no cafuné, deitada na cama de minha mãe, passa pelas duzentas e cinquenta vezes que escuto a vozinha linda da minha sobrinha, afilhados e filhos de amigos queridos me chamando de “titia”, e vai até o brilho no olhar dos afetos, amizades e amores que tenho cultivados aqui.

Jardim de pessoas- flores, temperatura amena, muitos beijos e manifestações de carinho… Esse é o clima ideal.

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O bicho pegou aqui pra quem nao tem identidade vàlida, ou visto de permanencia. Dizem que qualquer fronteira da Italia, seja terrestre, naval ou aérea està parecendo set de filme de segunda guerra mundial. Nao passa ninguém sem mostrar documento e levar pente-fino da polìcia.

Primeiro pensei que era mais uma do primeiro-ministro-fascista-racista-tarado… mas nao, a razao é o G8 que vai acontecer na cidade de Aquila onde teve o terremoto em abril, lembra?

Itália suspende tratado de Schengen antes da cimeira do G8

A Itália suspendeu, até dia 15 de Julho, o tratado de Schengen, que assegura a livre circulação de pessoas na União Europeia. Uma medida que faz parte da vasta operação de segurança que rodeia a cimeira do G8, de dia 8 a 10 de Julho, na cidade de Áquila, devastada pelo terremoto em Abril.

A verificação de documentos à entrada e saída do país foi restaurada à meia noite do dia 28/06, apanhando desprevenidos turistas e cidadãos italianos. O chefe do Serviço de Fronteiras no aeroporto de Fiumicino, em Roma, Giovanni Sigillino, afirma que nas primeiras horas do dia houve alguns problemas, houve pessoas que não tinham passaporte ou estavam na posse de documentos falsos.

Os sindicatos de polícia denunciam a grande confusão provocada pela medida. A primeira consequência foram as longas filas juntos os postos fronteiriços, como, por exemplo, em Farnetti, na passagem para a Eslovénia.

Alguns automobilistas esperaram horas para passar. Um deles afirmou, ironicamente, que parece que a cimeira tinha sido transferida para Lubljiana, pois não havia outra explicação para controlar documentos à saída de um país. Garante que os anarquistas não vão sair de Itália, pelo contrário, vão entrar.

Ao suspender o tratado de Schengen, Roma pretende evitar a chegada de manifestantes violentos para a cimeira dos líderes do G8. Já o tinha feito quando da reunião de 2001, em Génova, mas, na altura, apenas por uma semana e sem grandes resultados.

Fonte: euronews.net

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A maneira como vemos as coisas muda a perspectiva de tudo, nao é mesmo? Tem sido esse o tema dos ultimos dias, foi esse o tema de um conversa que tive com minha irma Aninha, ontem, no messenger… Entao, resolvi publicar aqui um texto que me ajuda sempre que o releio.

Esse texto é da Denise Arcoverde do blog Sindrome de Estocolmo

Dicas pra sobreviver fora do Brasil!

Esse post, eu escrevi ha’ varios alguns meses la’ no blog e as reacoes foram super interessantes. Muita gente me escreveu dizendo que tem tido uma postura muito negativa e que esse post ajudou a ver as coisas de outra forma. Por isso, resolvi reproduzir (e adaptar um pouquinho) aqui:

(…)

Viver fora do seu pais nao e tao facil. Mas eu acho que é muito importante ter não somente uma visão positiva, mas mesmo uma postura positiva, pra ser feliz.

Fiquei pensando no que eu diria pra alguém que mudou pra outro país, ou está pretendendo mudar, para que possa ser mais feliz. Acabou ficando uma lista muito grande, mas você pode ir lendo aos poucos, uma coisinha por dia… ah, e acrescente outras nos repliess, OK? lembrando sempre que essa é a minha perspectiva e não quer dizer que todo mundo deve seguir ou concordar comigo!

1. Não esqueça nunca de onde você veio, sua pátria fez de você o que você é, mas deixe isso guardadinho em algum lugar no seu coração, não fique falando ou pensando nisso o tempo todo e comparando os dois países. Agora você está começando vida nova e deve isso a você e à(s) pessoa(s) que está(ão) lhe acompanhando nessa jornada.

2. Em ambos países você vai encontrar coisas boas e ruins, a diferença é que estamos sempre mais acostumadas com as coisas ruins de onde viemos. Existe coisa pior que ver crianças nas ruas passando fome, pedindo dinheiro, cheirando cola? quem diria que alguém pode se acostumar com isso? mas nos acostumamos, não é?

3. Tente esquecer os estereótipos. Esses são apenas caricaturas, e estamos convivendo com pessoas reais. Nem sempre brasileiros são tão amigáveis e nem sempre os “gringos” são tão “frios”. Gosto de lembrar uma festa que eu fui na Suécia há vários anos atrás. Aniversário de 70 anos (imagine), achei que ia ser um tédio mortal, mas nunca fui tão bem tratada e me diverti muito. Literalmente TODAS as pessoas da festa vieram falar comigo, se apresentaram, perguntaram sobre mim, foram extremamente gentis, pessoas de todas as idades. Cerca de um mês depois fui a uma festa, em São Paulo, na casa do meu irmão. Uma turma descolada, do “mangue beat” pernambucano em Sampa. Praticamente ninguém falou comigo. Não conhecia ninguém e ninguém fez questäo de se apresentar. Portanto, tudo é relativo.

4. Outro estereótipo que eu detesto é que só brasileiro sabe se divertir, que a vida aqui é monótona, que os shows não tem emoção. Já comentei aqui no blog um show que fui do Blur, banda pop britânica, que eu adoro. O show foi o melhor da minha vida. Todo mundo se divertiu muito, dançou horrores, gritou, se emocionou. Com uma diferença, não tinha bebida. Acabou o show, todos sairam ordeiros pras suas festas pós-show ou pra casa. Ninguém quebrou os pontos de ônibus ou fez bagunça nas ruas. Adoro isso! Talvez você não esteja tendo oportunidade, ainda, pra se divertir mas isso não significa que os “locais” estão tendo uma vidinha tão insípida assim!

5. Quando se quer falar que as pessoas da Europa são frias, se diz que eles entram no metrô e enfiam o livro na cara, não olham, nem falam com ninguém. Bem, pelo menos em Recife, não vejo ninguém puxando conversa em ônibus e quando fazem isso as pessoas já ficam com medo, pensando que é um assalto. Não vamos ter expectativas exageradas do povo daqui, né?

6. Que tal porcurar o lado positivo das pessoas do local? aqui eles são honestos, ordeiros, organizados… isso tudo pode ser bom… são “sovinas”, “neutros ao extremo”, “arrogantes”… então vamos tentar achar isso engraçado?? enfim, aprender a conviver com o que a gente tem, pode ser a regra de ouro da felicidade!

7. Não adianta reclamar do clima. Tá frio? tem que se agasalhar. Aqui, na Suécia, se diz que “não existe frio, mas gente mal agasalhada”, Ok, é um certo exagero, aqui tem frio e muito. Mas, não há nada que se possa fazer em relação a isso, é o que digo sempre à Bia. Entäo, vamos tentar ver o lado positivo… você não vai ficar toda suada, pode usar uma linda maquiagem que não derrete e dura a noite toda, as roupas são lindas, a gente fica mais elegante. E o que eu adoro… diminui a ditadura do corpo perfeiro, ninguém tá vendo tudo mesmo, fica todo mundo mais ou menos na mesma “posição”. Ah e eu adoro abusar de luvas e cachecóis lindinhos (e baratos!).

8. Quando sair de casa, olhe a cidade com olhos de turista, pense “gente, quantas pessoas não adorariam estar vendo essa cena, hoje, e eu estou aqui?” estou sempre descobrindo novas facetas da cidade, novas caras. Pego o metrô e me delicio vendo Gamla Stan, TODAS as vezes que passo por ela… estar num lugar lindo é um privilégio que, às vezes, a gente esquece. Eu já fazia isso em Olinda,
quando ia entrando na cidade eu pensava “e os gringos pagam uma nota pra ver minha cidade, que é tão linda e eu tenho de graça, todo dia!”.

9. Valorizar essas pequenas coisas do lugar em que você vive é fundamental. Você não gosta da comida? sempre tem UMA coisinha pelo menos que você vai gostar. Ai, se delicie com ela, ao invés de ficar procurando feijão e goiabada nas lojas especiais. Não tenho quase nenhuma saudade da comida do Brasil. Esqueço que ela existe, por que não é mais uma opção pra mim e não dá pra se viver de ar, nem de nostalgia. Adoro kokosbola, adoro as verdurinhas congeladas, adoro cuscuz marroquino, amo iogurte de blueberry… queijo de coalho?? o que é isso?

10. Não deixe a saudade acabar com você. Mais uma vez, lembre-se que foi sua OPÇÃO… essa é a palavra chave. As pessoas que ficaram no Brasil e lhe amam querem ver você bem. Seja feliz e deixa a saudade, também, guardadinha lá no fundo do coração.

11. Evite viver em guetos. É muito legal encontrar brasileiros, trocar idéias (mas evite ficar só falando mal do país e das suas saudades do Brasil!), ouvir nossa música juntos, mas não se restrinja a isso. Tente estabelecer contatos com pessoas nativas do país e outros migrantes. Absorva novas culturas, isso é refrescante, revitalizante. Saber que existem culturas diferentes da sua e respeitá-las é o primeiro passo para a tolerância.

12. Aprenda o idioma local. Mas “take your time”, faça-o quando você se decidir (também não vale esperar mais de um ano pra começar!), se puder se virar em outro idioma. É fundamental aprender o idioma, mas é melhor se você estiver com a mente aberta, e às vezes é necessário um tempo para adaptação.

13. Pense que, pelo menos no começo, você é um(a) turista com mais tempo pra conhecer a cidade… vá visitando todos os museus, mas agora com muito mais tempo, um por dia, vá conhecendo todos os pontos turísticos, a cidade tem muito a oferecer e você tem tempo… e lembre que, muitas vezes isso pode custar pouco ou quase nada.

14. Não se deixe contaminar pelo mal humor de outras pessoas. Evite as longas conversas do tipo “eu odeio esse país por que…”. Desmonte seu parceiro de papo mostrando tudo de bom que você encontrou aqui.

15. Lembre que você não está sozinha e seu mau humor vai contaminar os outros. A maioria de nós, pelo que percebi nos blogs, veio parar aqui por AMOR. Viemos por que quisemos, eles (ou elas) podiam ter mudado pro Brasil, mas, nesse momento, decidimos que a melhor opção é viver fora do Brasil. Então, respeite a pessoa que você ama, respeite sua cultura, suas tradições, seu país. Evite conflitos do tipo “se eu estivesse no Brasil seria diferente”. Pode ser um atalho pro amor ir embora. Ah, e exija respeito com o Brasil também!

16. Use e abuse da Internet. Não apenas para matar as saudades do Brasil, saber notícias de lá, se comunicar com sua família… mas também para ir descobrindo sua nova pátria, visitando os sites de turismo da sua nova cidade, descobrindo o que tem para oferecer. Visite o site do Governo local, veja quais os direitos e deveres que você tem, como imigrante, conheça mais da cultura local.

17. Faça seu blog. Eles são uma delícia, você encontra grandes amigos e compartilha com outras pessoas as suas experiências.

18. Nossa música é a melhor do mundo, certo? sem dúvida, mas não custa experimentar novos tons. A palavra mágica para um imigrante é EXPERIMENTAR. De tudo, música, dança, comida, bebidas, tudo que estiver ao seu alcance.

19. Imigrante não é um palavrão. Entre 1800 e 1930, não menos que 1.5 milhão de suecos tornaram-se imigrantes na America do Norte. É tudo uma questão conjuntural. Quantos portugueses, italianos, espanhóis, ingleses, não acolhemos no Brasil? Ainda mais num mundo globalizado como esse, somos todos, cidadãos do mundo!

20. O mais importante de tudo… NUNCA, mas NUNCA mesmo se sinta inferior aos nativos do país. Você está lá por uma contingência da vida, não está lá pra se aproveitar do país deles. Está se sentindo discriminado, procure um órgão que defende o imigrante, que existe em quase todo luga… denuncie… a discriminação é velada? ignore, despreze… quando eu acho que alguém (geralmente os mais velhos) pode estar olhando pra mim com alguma discriminação sempre penso “coitado, nem imagina tudo de bom que eu tenho no meu país”… e lembre sempre que você tem um enorme valor e pode trazer grandes contribuições para o seu novo país. Lembre sempre que a França nunca teria sido campeão do mundo, se não fosse Zidane, que tem origem na Argélia.

E viva as diferenças!!!!

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Irmandade

As diferenças me torturam. Nao tanto as fisicas, mais as emocionais. Quando digo “torturam” é porque sinto a agonia, a dor, a confusao mental, raiva, impotencia e toda sorte de sentimentos que possam vir acoplados às praticas de tortura.

Na minha busca pessoal sei que preciso superar isso observando, aceitando e aprendendo, mas nao, eu resisto, rejeito, grito e esperneio. E é muito pior, eu sei.   Tenho tentado aproveitar cada momento em que a loucura nao me toma inteira e com a pouca lucidez que às vezes consigo manter abro bem os olhos e fixo em silencio por alguns poucos instantes sem julgar, mas logo vem a nàusea e… o medo, talvez seja isso… medo. Mentalmente eu repito: aceita, LuLu, aceita… se abandona… deixa fluir, deixa? E eu là, achando que to conseguindo e de repente a coisa desanda.

Sò sei que foi por isso que o universo me deu irmas. Das de sangue. Sò pode ser.  Para que desde cedo eu exercitasse a diferença. Pra ver se eu apreendo por osmose. Porque é muita diferença, viu? E’ tanta que desequilibra o sujeito. Nao é daquelas  harmonicas e pacificas, nao… Daquelas cheias de sorrisos, olhares cumplices, cena de café da manha de comercial de margarina, dialogos inteligentes e mais sorrisos, declaraçoes de amor-pra-dar, sorvete  Häagen-Dazs comido ainda no pote com colher, na cama, em meio à confissoes adolescentes. Poisé. Nunca foi. E nem sei se serà.

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