Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Dia da Lua’ Category

Espelho, espelho meu…

O que fazer quando a gente se olha no espelho e sò ve o monstro por detras dos olhos verdes?

Read Full Post »

Nao sei porque nao retomei o hàbito de escrever com frequencia aqui no blog. Tenho me cobrado isso internamente, mas ainda nao achei o fio da meada perdido.

Jà pensei inumeras vezes em contar a saga que foi a minha chegada em Roma, sem permissao pra prosseguir com a bagagem até minha cidade, ao ser resgatada, de carro, pelo marido Ernesto a mais de mil quilometros de distancia. Saga com requintes de arrogancia e de crueldade por parte da companhia aérea (nao vou dar nem IBOPE por putos!), mas com um lado bom ao orgulhosamente descobrir que estou me comunicando muitissimo bem em italiano.. obrigada.

Queria, por exemplo, postar os primeiros dias de estranheza da casa minha-que-nao-parecia-mais-minha e que aos poucos fui retomando. Casa essa cheia de surpresinhas preparadas pelo marido Ernesto (fofo!), tipo: o teto do nosso quarto pintado de azul celeste, o que me fez cantar pra ele por longos dias: “Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também”… hehehehehehe…

A emoçao nao para, pode ter certeza. Tem coisa nova o tempo inteiro, todos os dias… mas alguma coisa me diz pra eu me reservar.

Ainda assim, sinto falta do contato que o abre-caixa aqui proporciona: respostas, recadinhos e comentàrios amigos-amados sao sempre bem vindos.

Read Full Post »

Dia da Lua: Memòria

Eu… tenho medo de ser esquecida.

Read Full Post »

Dia da Lua: O Des-andar

Eu me lembro bem quando foi o ultimo periodo na minha vida em que eu tinha a sensaçao de ser plenamente feliz, se é que isso existe. Eu sentia que o mundo era mais leve e a constancia de momentos bons era bem maior. Foi entre os meus 18 e os 22 anos. Nao sei bem porque tudo foi desandando depois.

Parando pra pensar sobre a palavra desandar eu me vejo caminhando numa estrada de terra vermelha, com muuuita dificuldade, arrastando uma pedra enooorme e pesada. Eu choro quando me imagino assim.

Uma vez na terapia eu falei sobre a pedra. Aì, a médica (eu chamo a terapeuta assim) me pergunta: O que é essa pedra? Do que ela é feita? Como é essa pedra? Grande, pequena?  Pontuda, irregular, redonda?… Ela me provoca pra depois me desafiar: Se voce consegue imaginar vividamente a pedra, com forma, textura, cor… pode experimentar imaginar o que quiser para se livrar dela, ou transforma-la em alguma coisa mais construtiva que te traga algum beneficio.

Num primeiro momento, instintivamente, meio rindo eu quis jogar aquilo fora… Na verdade, o tema do dia era “raiva” e eu queria mesmo era jogà-la na cabeça de alguém.  Boa essa. Nao, nao, melhor nao alimentar o monstro-raiva por tras da pedra, poderia dizer politica e psicologicamente correta a médica… E eu tentando outra coisa. Vai! Fecha os olhos, LuLu. Pensa!…  E eu espremi os olhos e veio uma especie de apego pela tal pedra, quase um afeto, acredita? Naquele momento, entao, mais constrangida pelo desafio do que motivada, confesso, eu pensei em reformà-la, seilà, esculpi-la… Poderia ser um grande objeto de arte, ou varios pedacinhos… Prometi alì na frente da médica que eu faria esse exercicio. Prometi pra mim.

Mas… no fim eu nao fiz nada. Nao imaginei nenhum fim pra esse trambolho que eu carrego.

Costumo nao cumprir muitas promessas que faço sò pra mim.  Me sinto decepcionada comigo mesma ao lembrar e parece que pesa ainda mais.

Read Full Post »

Quem achou que hoje ia ter post requentado vai ter uma surpresa, porque resolvi começar a semana assim: quebrando paradigmas… ou seja, mudando.

Pra começar, segunda feira nao vai ser chamada assim jà que vem carregada por mim de um passado de rejeiçao e preguiça. A partir de agora pretendo fazer como na tradiçao pagã e tratar esse dia como DIA DA LUA (em italiano lunedì).

A Lua, na Astrologia, é o regente de Cancer. Ela representa nossas necessidades  emocionais mais profundas, nossas reaçoes e hàbitos instintivos e o inconsciente. Entao o DIA DA LUA serà … alma, lembrança, memória, passado, emoçao, um olhar para mim mesma.

Dia de olhar pra dentro. Nem sempre serà fàcil, mas vou evitar fugir jà que a fuga parece ter sido o caminho mais fàcil até agora.

Entao…

Nos ultimos dias a reflexao forte foi (e tem sido desde muito tempo) sobre o meu corpo. Explico: engordei muito nos ultimos tempos e por mais que me esforce, caminhe, observe a minha alimentaçao, nao volto pro meu peso històrico de tantos anos. E’ verdade, fui quase sempre magrela  até os meus trinta e poucos anos. Nao tenho todas as respostas sobre como cheguei até o ponto de hoje, fora as coisas obvias: sedentarismo, inverno longo e rigoroso, idade, mudanças de habitos alimentares… O que eu sei: nao gosto de padronizar quase nada e nem a mim mesma. Sei também que tem gente bem mais gordinha e feliz da vida e menos gordinha do que eu cheia de complexos. A imagem que tenho de mim ANTES de olhar no espelho nao corresponde àquela que vejo. Nem sei se é assim pra outras pessoas, mas o que vejo é pior do que eu imagino.

O fato é que andei olhando bastante pra mim nos ultimos dias no espelho, coisa que nao faço sempre, pode acreditar. Eu olho pra escovar os dentes, pra pentear o cabelo, e pra me vestir rapidamente, mas olho de relance, sem querer me ver, essa que é a verdade.

Até que chegou a primavera/verao na Italia, os termometros começam a subir e à parte que eu jà nao aguentava mais tanto frio e ausencia de luz de sol, sinto um frio na barriga sò de pensar em ir à praia. Nao me entenda mal eu adoro praia!! Vivendo a maior parte da vida numa cidade da regiao central do Brasil, onde o mar mais proximo ficava a mais de 1500km de distancia, verao é sinonimo imediato de praia. Nao gosto muito de me bronzear, mas adoro o calorzinho do sol, adoro nadar no mar com minha bòia e curtir a leseira debaixo de um guarda-sol, lendo, fazendo palavras cruzadas, ou mesmo sem fazer nada. ADORO! Hoje eu vivo numa ilha, olha que maravilha! Numa cidade do litoral da Sicilia, entao… praia é quase um programa obrigatòrio nessa época.

O problema é a parte do maiô. Os que eu trouxe nao me servem mais e fui procurar algum pra mim essa semana. A busca foi um sofrimento! Um drama, mas também uma comédia, viu? Experimentei uns cinquenta, sem exagero! E olha, é a mais pura verdade que existe mais tecido num sò biquini vendido na Europa do que a soma de todos os biquinis que jà usei na minha vida! Nos meus tempos aureos de magrela, claro. E no fim da saga encontrei um que me… serviu. Ai..ai…  

😦  O balanço foi uma equaçao bem dolorosa: gordura + celulite + flacidez = autoestima abaixo do joelho.

Read Full Post »