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Archive for the ‘Amizade’ Category

Carinho empacotado

Chegou pacote do Brasil!!!!!!!!!!!!!

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Calor humano.

Nao gosto de frio. Da temperatura a pessoas.

Do tipo de gente que nao manifesta emoçoes claras, que nao vibra com noticias, palavras, idéias, que nao reage a mudanças, que finge que nao viu, que ignora.

Eu sou do tipo transparente, claro, ativo e reativo, nitidamente partidàrio, perceptivo, criativo, agitado, vibrante, rumoroso, emotivo, sensìvel e intenso.

Eu sou muito quente.

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Profissao? Bruxa.

Vou fazer uma confissao: se tem uma coisa que me incomoda nesse novo mundo é responder questionàrio de loja… e eu sei bem o porque.

O fato é que passei uma vida inteira a atrelar meu ego e minha auto-estima ao meu trabalho e, desde que vim pra Italia, esse grande pilar da minha pessoa ruiu de uma vez sò. E foi pho-da beeeem dificil.

Até que, proseando no facebook com uma amiga-irma-flor, contando pra ela que anteontem eu sonhei que o Etna entrava em erupçao e que hoje o vulcao cuspiu fogo e fumaça, igualzinho no meu sonho, ela sugere: LuLu, porque voce nao trabalha como bruxa???

E eu A-MEI isso!!!

Nome?  Maria Luiza Rossi Di Salvatore.

Idade? Quarenta e dois anos.

Nacionalidade? Brasileira.

Profissao? Bruxa.

Etna visto da Reggio Calabria - Foto meteoweb.eu

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Quem sou eu para falar de amizade? Minhas amizades ao longo da vida já passaram por todos os tipos de fases. Pouquíssimos amigos sobreviveram ao período em que passei por um tratamento para depressão. Essa doença tão terrível arrancou de mim por quase dois anos a alegria de viver, transformando-me numa pessoa tristonha, mórbida, apática e completamente  diferente daquela que todos estavam acostumados a ver. Durante essa fase, que foi uma das mais difíceis da minha vida, entendi verdadeiramente o significado da expressão: “separar o joio do trigo”. Uma horda de pessoas, que antes borboleteava a minha volta atraída somente pela minha luz sem querer dar nada em troca, voou para longe rapidamente, em poucos dias depois que a doença se instalou. Várias pessoas magicamente se revelaram. A primeira máscara a cair foi a dos “amigos-só-de-farra” uma definição para aqueles muito imaturos, muito rasos e superficiais que não seguram nenhuma peteca de jogo algum que não seja relativo a boteco, festa, sexo e roquenrol.

Entremeada por altos e baixos, alguns péssimos e outros momentos melhorzinhos  fiquei impávida só assistindo àquela seleção natural, inerte, mas angustiada. Deixei quase todos irem embora. Naquele período não tive força pra quase nada além de sobreviver. Fiz o que pude. Ficaram aqueles que souberam, acima de tudo, respeitar o que eu estava passando. Restaram as pérolas. Uma grande amiga remanescente até mencionou, outro dia, o quanto a minha relação com ela foi suscetível aos “meus momentos”. Enfim, baseada em outra frase muito conhecida que diz que o que importa é a qualidade, depois de tudo tornei-me muito mais seletiva. Estou a cada dia mais consciente não só do valor dos pequenos gestos de carinho inesperados e descompromissados, mas também do sutil e gradativo abandono ao qual as relações mais débeis se expõem. Continua a diminuir o número de pseudo-amigos que eu acreditei um dia possuir. Apesar do que possa parecer aqui, mesmo com alguma perda, não carrego comigo nenhum arrependimento. Talvez por isso eu acredito que me qualifique um pouco para tentar sugerir a alguém alguma coisa útil sobre amizade.

Outro dos temas mais presentes como causa de afastamentos, pela minha experiencia, é o da tirania na amizade. Percebi que muitas amizades, até de grande afeto e intimidade, insistiam em se manter tiranizando-me. E eu passei a não permitir mais esse tipo de vínculo e busco estar atenta e evidenciar nas pessoas essas atitudes que pra mim já não são nada atraentes, nem tampouco saudáveis. Por amizade tirânica eu defino aquela onde cumprir um protocolo de regras e compromissos passa a ser mais importante que muitos valores como o amor, o crescimento, o respeito e a compreensão mútua. Algumas pessoas parecem acreditar que por ser meu amigo lhes dá o direito de cobrar coisas e serem agressivas como se eu realmente tivesse que cumprir algum código de honra, ou um passo-a-passo para satisfação da carência alheia ou um calendário anual de eventos obrigatórios aos amigos tiranizáveis. 😀 Hehehehehe. Isso existe e me incomodou muito, mas hoje em dia lido com as tiranias ainda presentes nas relações de amizade de um modo muito melhor e me permito até brincar. Brinco, sim, na medida do possível. Costumo dar minhas conhecidas gargalhadas hiper-sonoras em resposta a alguns amigos que se excedem e esperneiam cobrando uma justificável ausência minha no dia-a-dia. Atençao, não que a ocasião criada pelo amigo não seja importante pra mim, mas é a atitude de cobrança que não deve ser excessiva nem carregada e o peso, carência e agressividade jamais podem se sobrepor à leveza, a alegria e o prazer de conviver.
Várias são as razões para o afastamento das pessoas, não necessariamente a falta de um sentimento profundo ou de amizade verdadeira, às vezes é apenas a própria efemeridade natural de alguns tipos de relações. Aprendi que muitas pessoas que passam por nossa existência, quando menos se espera, se afastam, ora por concluir uma etapa misteriosa de evolução e aprendizado, ora pela seleção natural de afinidades, como um ciclo que se fecha.

A vida deve seguir sempre fluindo. Cada um tem, ainda, os seus bons e maus momentos. O maior aprendizado foi o de entender melhor as razões para o afastamento de todos nós. Costumo comparar a dinâmica das relações como uma dança aos pares e a mudança de alguns passos na dança do afeto e da amizade pode deixar de ser conveniente para alguma das partes e se deixa simplesmente de dançar.

A exemplo do que eu já lutei (e ainda luto) contra atitudes inconvenientes ou contra pisões nos pés ao longo da dança poderia citar várias situações. Algumas soariam tristes, outras leves, cômicas ou até infantilmente ridículas. Talvez seja um estilo meu, mas busco verdadeiramente a leveza e o bom humor sem deixar de dizer claramente quando um tipo de comportamento não me interessa mais. Continuo, é claro, muito atenta principalmente ao “modo” para impor limites difíceis, afinal estou lidando com pessoas amigas. Tento sempre falar com o devido carinho, para quem ainda me interessa manter e transformar, mas aprendi a duras penas que dificilmente se extingue um comportamento ambíguo muito arraigado ou inadequado sem algum tipo de dor de crescimento. Se existir amor a amizade permanece com outras bases mais seguras, mas se não, extingue-se. Melhor assim. Mesmo sendo muito difícil abrir mão de certos apegos.

Longe de mim parecer que não creio na amizade ou que amigos não são muito importantes. Ao contrario, são e MUITO. Nem cometo o engano de achar que não possa eu também melhorar nas minhas relações. A cada momento de revelação de alguma dificuldade em relacionar-me ou aparente discórdia procuro voltar a mim e buscar refazer o caminho percorrido todo de novo. Acredito que devo primeiro me rever pra depois tentar levantar a cerca dos limites para o outro. Buscando de antemão os meus propósitos de harmonia e do bem. Nem sempre acerto, mas o meu objetivo tem sido o de continuamente experimentar para continuar a aprender. A realidade muda o tempo todo. Fato inevitável. A cada encontro alguns amigos antigos ou distantes podem parecer inadequados perante a nova LuLu que ressurge. É preciso estar atenta para identificar o sentimento puro e verdadeiro. Replantar é muito importante sem jamais deixar de cultivar e cuidar o que já existe. Pela minha natureza, para o bem da minha evolução, nesse solo fértil que é a minha vida, quero prosseguir alimentando, regando e oxigenando as antigas amizades e permanecer aberta à criação de muitos mais novos e frutíferos laços.

Algumas lições que aprendi:

– Ninguém está totalmente certo, nem totalmente errado.

– Amigos surgem de onde menos se espera.

– Amigos desaparecem, às vezes quando mais os esperamos.

– Amigos ressurgem.

– Todos merecem respeito.

Escrito por LuLu no Cafofo da LuLu, 16 de Fevereiro de 2007.

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Amigo,

Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
Que o vento esteja sempre às suas costas
Que o sol brilhe quente sobre a sua face
Que a chuva caia suave sobre seus campos
E até que nos encontremos de novo,
Que Deus o guarde na palma da sua mão.

(Benção Irlandesa)

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Hoje de manhã bem cedo o marido Ernesto tava me elogiando na webcam do msn me dizendo que eu tô com a pele bonita, elogiou os cachos do meu cabelo… Ele me acha sempre linda, mas eu senti que até ele percebeu que alguma coisa mudou em mim desde que cheguei ao Brasil.

Na hora eu respondi: é o clima, amore mio. Mas quando disse isso não me referia à esse inverno maluco de Brasília onde os termômetros variam entre 28 e 32 graus(que eu estou amando!!), e sim a todo esse amor e aconchego de útero materno que venho recebendo, que começa no cafuné, deitada na cama de minha mãe, passa pelas duzentas e cinquenta vezes que escuto a vozinha linda da minha sobrinha, afilhados e filhos de amigos queridos me chamando de “titia”, e vai até o brilho no olhar dos afetos, amizades e amores que tenho cultivados aqui.

Jardim de pessoas- flores, temperatura amena, muitos beijos e manifestações de carinho… Esse é o clima ideal.

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Ami(m)zade

Amigos

São tao necessários, que sempre se fazem presentes.

São tao grandes, que se distinguem.

São tao dedicados, que edificam.

São tao preciosos, que se conservam.

São tao irmãos, que partilham.

São tao sábios, que ouvem, iluminam e calam.

 

– Autor desconhecido –

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