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Archive for fevereiro \24\+01:00 2010

Incomplexidade

Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos.

Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.

– Augusto Cury –

Com essa frase martelando na minha cabeça é que comecei essa semana. Ando meio azeda, talvez pela velha conhecida TPM que se reaproxima, mas enfim, mais reflexiva também.

O mundo novo, jà nao tao novo, começa a dar seus sinais de cansaço. A velha fòrmula de auto-motivaçao pra dar conta das obrigaçoes do dia-a-dia nao funciona tao bem aqui quanto no Brasil e me reinventar a esta altura da vida parece bem mais difìcil.

Falar voltou a ser uma canseira à parte. Voltei a ter que pensar muitas vezes antes de pronunciar o que quero. Tomo cuidado com as palavras, seja em italiano, ou em portugues, até porque acredito piamente que elas tem uma força descomunal sobre nòs, nossos desejos, realizaçoes e até sobre o universo que nos rodeia mas, pra mim, particularmente loquaz na minha lingua madre, é como voltar a ser criança ou adolescente… limitada, com um vocabulàrio muito restrito e aquém da minha identidade interior, sentindo-me incomprendida e frustrada por ter muito mais a expressar do que a capacidade de comunicaçao me permite.

Hoje, estou particularmente angustiada e me sinto incompleta como se nesse mundo nada se encaixe perfeitamente em mim, ou me pertença realmente. Tenho a sensaçao de que falta (e faltarà) sempre alguma coisa, nao importa quais sejam os meus esforços pra me adaptar, me integrar, me inserir… serei sempre uma estrangeira numa terra estranha.

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Entao,

Foto By LuLu na Italia ©

Ser feliz nao é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Nao é apenas comemorar o sucesso, mas aprender liçoes nos fracassos.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oàsis no recondito da alma.

Ou no meu caso especìfico…

É atravessar a neve fora de mim, mas ser capaz de encontrar uma fogueirinha num canto da alma.

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Nao sei porque nao retomei o hàbito de escrever com frequencia aqui no blog. Tenho me cobrado isso internamente, mas ainda nao achei o fio da meada perdido.

Jà pensei inumeras vezes em contar a saga que foi a minha chegada em Roma, sem permissao pra prosseguir com a bagagem até minha cidade, ao ser resgatada, de carro, pelo marido Ernesto a mais de mil quilometros de distancia. Saga com requintes de arrogancia e de crueldade por parte da companhia aérea (nao vou dar nem IBOPE por putos!), mas com um lado bom ao orgulhosamente descobrir que estou me comunicando muitissimo bem em italiano.. obrigada.

Queria, por exemplo, postar os primeiros dias de estranheza da casa minha-que-nao-parecia-mais-minha e que aos poucos fui retomando. Casa essa cheia de surpresinhas preparadas pelo marido Ernesto (fofo!), tipo: o teto do nosso quarto pintado de azul celeste, o que me fez cantar pra ele por longos dias: “Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também”… hehehehehehe…

A emoçao nao para, pode ter certeza. Tem coisa nova o tempo inteiro, todos os dias… mas alguma coisa me diz pra eu me reservar.

Ainda assim, sinto falta do contato que o abre-caixa aqui proporciona: respostas, recadinhos e comentàrios amigos-amados sao sempre bem vindos.

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Foto By LuLu na Italia ©

Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
 – Desconheço o Autor –

 

Feliz Dia de San Valentim!

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Foto By Marido Ernesto

Recomeça…
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

– Miguel Torga –

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DOIS anos

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