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Archive for 25 de maio de 2009

Irmandade

As diferenças me torturam. Nao tanto as fisicas, mais as emocionais. Quando digo “torturam” é porque sinto a agonia, a dor, a confusao mental, raiva, impotencia e toda sorte de sentimentos que possam vir acoplados às praticas de tortura.

Na minha busca pessoal sei que preciso superar isso observando, aceitando e aprendendo, mas nao, eu resisto, rejeito, grito e esperneio. E é muito pior, eu sei.   Tenho tentado aproveitar cada momento em que a loucura nao me toma inteira e com a pouca lucidez que às vezes consigo manter abro bem os olhos e fixo em silencio por alguns poucos instantes sem julgar, mas logo vem a nàusea e… o medo, talvez seja isso… medo. Mentalmente eu repito: aceita, LuLu, aceita… se abandona… deixa fluir, deixa? E eu là, achando que to conseguindo e de repente a coisa desanda.

Sò sei que foi por isso que o universo me deu irmas. Das de sangue. Sò pode ser.  Para que desde cedo eu exercitasse a diferença. Pra ver se eu apreendo por osmose. Porque é muita diferença, viu? E’ tanta que desequilibra o sujeito. Nao é daquelas  harmonicas e pacificas, nao… Daquelas cheias de sorrisos, olhares cumplices, cena de café da manha de comercial de margarina, dialogos inteligentes e mais sorrisos, declaraçoes de amor-pra-dar, sorvete  Häagen-Dazs comido ainda no pote com colher, na cama, em meio à confissoes adolescentes. Poisé. Nunca foi. E nem sei se serà.

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